sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Poe e Cusack : Perfeita combinação.


O Corvo (The Raven)

Quando se Fala em John Cusack qual é a imagem que vem em sua mente?

Personagens emocionalmente perturbados, quase sempre depressivos e com uma carga energética forte não é mesmo? Quem não se lembra de  Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal, Alto Controle ou seu celebre personagem em Alta-Fidelidade?

Agora analisemos a segunda parte dessa grande obra contemporânea. Edgar Allan Poe. Também aclamado artista norte-americano tendo como sua marca e considerado por muitos o progenitor da ficção policial conhecido por seu estilo gótico no qual sempre salientou-se as peculiaridades físicas da morte, sempre com a sombria poesia gótica Poe construiu verdadeiras relíquias literárias que são inspiração do gênero a várias gerações, sendo ele o responsável pelos mais belos contos sobre morte, tristeza, solidão e luto.

Misturando essas duas partes – Poe e Cusack – De uma maneira homogenia que se deu o enredo do biográfico/ficcional The Raven ( O Corvo) de Bem Levington e Hannah Shakespeare. Um romance Ficcional levemente inspirado nos últimos dias de vida de Poe. Romance- Policial soturno e gótico cheio de enigmas dignos de Sherlock Holmes e embebecidos de uma tenra atmosfera melancólica. Onde nem tudo é o que parece e com um final surpreendente.

Fotografia impecavelmente projetada numa Baltmore dos anos 40, maquiagem, cenários e elementos cênicos que se misturam ao enredo dando a ele uma maior vivacidade e ao mesmo tempo uma sensação de atemporalidade, as características literárias de Poe permeando toda a trama do filme, trazem consigo uma teatralidade abrangente, na qual quase podemos tocar a poesia de Poe, que se transforma do herói do enredo, solucionando casos que foram inspirados em suas próprias obras. Não consigo imaginar outro ator que pudesse trabalhar esse papel com maior destreza e singularidade que John Cusack. Simplesmente uma união de gênios.

 


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Once



Apenas uma vez, ou simplesmente como seu titulo original “Once” é um longa-metragem naturalista irlandês de 2006.
Filme de baixo orçamento, protagonizado por um cantor irlandês e uma instrumentista Tcheca ganhou muitas premiações e fora indicado para mais tantas, porém não muito divulgado no Brasil

O filme é puro feeling, a conexão musical entre dois jovens pobres do centro de Dublin transforma suas vidas.

 A música é a grande protagonista do filme, que leva suas personagens por caminhos que pareciam impossíveis a vida triste e vazia que levavam. Através da música seus problemas começam se diluir, como cada nota musical que sai de seus instrumentos e vozes. 






A música os liberta de seus medos, lhes dão coragem para seguir enfrente, ou até mesmo para deixar o orgulho de lado e voltar atrás, voltar a ser protagonistas de suas próprias vidas, ao invés de viver com a sofreguidão do passado. A Música em “Apenas uma vez” une dois desconhecidos, de classes e origens distintas, a música como linguagem universal os une de uma maneira na qual jamais esquecerão, mesmo que nunca mais se verem, através da musica, estarão para sempre ligados, como se naqueles instantes de frenesi fossem uma só voz , um só coração e mente.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Critica do Filme - A mulher de Preto


É impossível assistir “A Mulher de Preto” e não imaginar Lord Valdemor sussurrando “ Harry Potter “ Logo no inicio, quando Arthur Kipps ( Daniel – Potter – Radcliff) adormece no Trem e acorda exaltado depois de um pesadelo, principalmente porque a cena foi repetida pelo bruxo indo a Hogwarts por não menos que 9 longas ao longo dos anos, ao começar a ver o filme pensei... Gina Weasley morreu no parto (o filho dele é ruivo para piorar a situação ) e Potter se tornou advogado!!!

Mas logo essa sensação de estranhamento passa, quando Arthur chega ao seu destino, uma pequena cidade com seus moradores melancólicos e assustados.


A mansão onde habita “A Mulher de Preto” é claramente uma referencia a Rose Red, casa também mal-assombrada de Steven King, só que mais inglesa.

A história se passa toda nessa cidadezinha, a preocupação com a fotografia, enquadramento de câmera e sobretudo com o cenário é primorosa, o filme é esteticamente perfeito, principalmente para amantes de Edgar Allan Poe e Anne Rice.

A Narrativa segue os parâmetros de um conto de terror gótico clássico, o que nos rende bons sustos, a ambientação numa Grã-Bretanha no inicio do sec. XX, contribui e muito para levar o nosso inconsciente a sentir mais medo, afinal muitos clássicos de terror de todos os tempos se passam nesse período, como o Drácula de Bram Stoker e nós também sabemos que naquela época nas ruas de Londres andava a solta Jack, o estripador. Além de o próprio Sherlock Holmes desvendar tramas obscuras na mesma época e local.
 
O filme foi bem amarrado, apesar de Daniel Radcliff ser muito novo para um personagem pai, viúvo e advogado decadente.
A Hammer filmes (produtora do filme) segue muito bem desde sua volta em 2008. Deixe-me entrar (Adaptação do Sueco , deixe ela entrar) A colocou nas paradas novamente e com o aparente sucesso de “A mulher de preto” intuo que a Hammer está se tornando a coqueluche do momento no quesito filmes de terror.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Numa Cajadada só!






Dois coelhos é um filme nacional com incisivas referencias norte-americanas na trama.
É um Triller de ação, que vai agradar a quem, como eu, gosta do gênero, “violência a La Tarantino”.
A trama é fraguimentada, cheia de idas e vindas, há quem diga que isso prejudicou o roteiro, fato é que o cinema brasileiro não tem tido muito sucesso quanto aposta nesse modelo, mas parece-me que pela primeira vez um diretor acerta na medida.
O fato é que também, é um filme épico contemporâneo, conta a história de um Anti-Herói, Edgar, que em sua frenética e maquiavélica jornada  chega por fim, apenas no último minuto do filme ao seu propósito, propósito afinal, que não se desconfia durante todo o filme.
A mistura da linguagem de videoclipe, videogame e as trucagens de pós produção são o que dão maior movimento a trama, que se fosse colocada em ordem cronológica, de fato não teria grandes surpresas.
A personagem de Alessandra Negrini, tem ataques de pânico, e isso peculiarmente chama a atenção, quando ela entra nesses surtos, ela vai para uma realidade alternativa.

Num filme com o Ritmo tão frenético, a realidade alternativa da personagem é toda em slowmotion e mistura animação com filme, numa  aura de contos de fada mórbido, bem ao estilo TIM Burton.
Aliás, no filme sã claras as referencias a diversos diretores consagrados norte-americanos, mas tembém é clara a referencia a Cidade de Deus, só que ambientado as gírias e molejos do bandido paulistano.
Em Dois Coelhos, ninguém é mocinho, ninguém é inocente, e quanto mais mexe mais fede. Mas no final, tudo é esclarecido e o público sai do cinema chacoalhado e reflexivo.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A pele que habito -Um Frankeinstein Moderno e Intenso

Aos primeiros 30 minutos de "A pele que habito" de Almodovár (Tudo Sobre Minha Mãe) descobrimos que o autor está fora de sua zona de conforto, pela primeira  vez em sua extensa filmografia, Pedro Almodovár escreve/dirige, uma ficção cientifica que se mescla com um filme noir e ainda um Thriller, tudo isso em um só filme, três gêneros que não fazem muito o feitio do Autor, consagrado por filmes como Fale com ela e Má Educação, Almodovár foi além do que muitos críticos esperavam dele nesse novo filme.
Para mim, uma humilde fâ de Almodovár, ele se superou em todos os aspectos. A estética do filme se mostra unicamente bela nos primeiros segundos, quando a camera ainda desfocada começa a perambular em panorâmica pelos muros da mansão onde se desenrola toda a narrativa.
A escolha de  Antônio Bandeiras foi acertadíssima, pois ele com aquele olhar cativo e ardente de um amante latino nos envolve mesmo com a aparente frieza da personagem, e a nova musa de Almodovár, Elena Anaya, que corpo, que rosto e sobre tudo que olhar! 
A tensão sexual do filme é uma mistura de repulsa e intensidade, a violência é tratada com tanta naturalidade, tão enredada nos acontecimentos, que é quase justificável...


Vá assistir! Vale muito a pena!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Conan O Barbaro -



Quando criança eu era fanática pelo Arnold Schwarzenegger, fazia meu pai alugar todas as fitas com filmes dele, e ficava até tarde acordada quando ia passar algum lançamento dele na Tela-Quente -Naquela época ele tinha lançamentos quase que anuais - Eu tinha um bonequinho do Conan, que por algum motivo que não sei explicar, ele era "namorado" da minha boneca da Shira (do He-man) mas isso não vem ao caso. E Conan era um dos meus filmes favoritos.
Quando adolescente eu SEMPRE andei com garotos que jogavam Vampiro, D&D, colecionavam Toy Art e Obviamente faziam coleção de Mangá e Quadrinhos, entre tantos, CONAN THE BARBARIAN. E eu sempre lia...


Sendo assim, pode se dizer que sou quase uma perita no assunto Conan, seja n obra original de Robert E. Howard, ou seja na  adaptação para o cinema em 1984 com o Arnold Schwarzenegger, Dirigido por John Millus e Oliver Stone (Platoon) .


Assisti no Cinema o Novo Conan, de 2011, com Jason Momoa e sob a direção de Marcos Nispel ,
ao contrário do que a grande critica tem dito por aí, em primeiro lugar, não vejo o filme como um Remake do  filme de Oliver Stone, tão pouco vi Jason Momoa como um péssimo ator como estão pintando por aí... Ele só foi o CONAN, o Conan é caricato, ele não se expressa direito e ele só tem um objetivo na vida, vingança! Aquele olhar em contra-plongê que ele faz o tempo todo, está desenhado nos quadrinho, talvez o preparador de elenco tenha exagerado um pouco, confesso, mas só fui perceber isso na 2º vez que vi o filme.
Achei todas as cenas de luta do filme maravilhosas, e sobretudo a cena do Conan lutando com aquelas Mumias de Areia enfeitiçadas. E muitos não viram sentido para a Tamara (Rachel Nichols) no enredo... Conan é um épico, é um enredo de "fantasia e espada" e se não houvesse uma "mocinha" com a pureza de um anjo e a teimosia de uma adolescente, não seria um épico, caiu como uma luva, deu leveza a toda aquela sanguinolência escorrendo da espada de Conan, e humanizou o personagem, pois se não houvesse um conflito, se ele fosse 100% vingança, ninguém iria ao cinema ver o filme, iriamos a um matadouro verem cortar carne...
Achei o filme uma boa pedida, apesar de ter falhas estruturais graves, no que se refere a continuidade, cumpriu a proposta.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Comédia de Reflexão.

Nos últimos tempos assisti um filme-pipoca chamado "Ele Não Está Tão Afim de Você" com o meu marido, escolhemos o filme porque queríamos relaxar depois de uma semana turbulenta no trabalho e tal, sendo assim escolhemos o filme por um motivo fútil " Elenco de Conhecidos no Ramo Comédia" sabíamos que íamos rir, independentemente do filme ser bom ou ruim, eu particularmente não costumo alugar filme-pipoca, sou critica demais para conseguir ver um inteiro sem ficar reclamando das falhas de roteiro, de como é previsível e sobretudo sem ficar "adivinhando" o final que é quase sempre óbvio...
Mas não sabia que apos assistir ao famigerado "Ele Não Está Tão Afim de Você" eu e o meu marido teríamos tanto o que conversar sobre o enredo. O filme denota diversas situações cotidianas de relacionamento e nos "ensina" a lidar com cada uma delas. No que se refere a relação homem-mulher o filme trás aspectos sociais, emocionais e sobretudo como cada um lida de diferentes formas com a dor e a superação...

Ontem, fui ao cinema com o meu marido assistir " Amor a Toda Prova" mais um filme-pipoca, que só fui assistir porque ganhei os ingressos em uma promoção...

E mais uma vez o meu preconceito foi posto de lado, mais um filme de comédia, que a principio pode parecer clichê e até de certa forma é pastelão, mas com um enredo reflexivo, que fez com que eu tivesse um novo olhar sobre amar, sobre mudança, crises e sobretudo sobre o que é de fato a palavra perdão!


Então, sendo dessa forma, conclui que na atualidade estamos tendo a criação de um novo gênero cinematográfico a "Comédia de Reflexão" , mais uma vertente da comédia , que traz algum conteúdo de fato... É uma formula, sem grandes experimentações técnicas, mas com um enredo rico. O que me fez muito feliz, por ver que ainda estão tentando inovar, mesmo nos Blockbusters americanos...


Já havia visto esse tipo de enredo em filmes europeus... E em filmes independentes Americanos, mas Hollywood conseguiu pegar essa essência  e a transformou em global! Adorei

domingo, 21 de agosto de 2011

Hiatos

De tempos em tempos sofro hiatos em minha vida, esse ultimo tem sido longo, é como se fosse separado por um Hífen sendo assim o meu Hiato está escrito assim: Hi-Ato e estou paradinha bem em cima do Hífen como se esse traço me separasse do Hi (no sentido de ihh, de perceber algo errado) e o Ato (de partir para a ação).



Vejo da seguinte forma, minha vida mudou com uma brusquidão tamanha na qual parece que meu cerebro não acompanhou e dessa forma me sinto perdida em meio ao vão, como se a terra se abrisse sobre meus pés, como se todo o meu idealismo e pró-atividade estivesse sendo drenados por um universo paralelo a qual não pertenço mais, mas meu olhar ainda está preso nele. Minha vida agora é outra, batalhei 25 anos da minha vida para um proposito, mas nesse meio tempo, Hiatos foram me levando para outros caminhos, não menos belos ou interessantes, apenas diferentes do combinado, será que é isso o que as pessoas chamam de destino? Bem se é eu não sei, só sei que tenho que pular de cabeça, sair desse hifén que só me deixa cada dia menos feliz e realizada e partir para o "Ato" desse "Hi-Ato" pois só assim recupararei a minha auto-estima e poderei traçar metas para esse novo caminho!

segunda-feira, 14 de março de 2011

DIVAGAÇÕES SOBRE NOSSO LAR (O FILME) E VIDA APÓS A MORTE


Acabo de assistir ao filme Nosso Lar( Wagner de Assis), baseado em 16 livros de Chico Xavier.
Confesso que ao iniciar o filme tive uma subida vontade de debochar, primeiro porque logo no inicio, quando o personagem André Luiz (Renato Pietro) está no chamado Umbral (uma espécie de purgatório) , me pareceu uma cópia dos momentos vividos pelo personagem Alexandre Toledo (Guilherme Fontes) na novela A Viagem (1994, de Ivani Ribeiro) que foi um grande marco na minha infância, temia aquele lugar onde Alexandre se encontrava, todo aquele sofrimento durante a trama, me pareceu no filme, algo muito superficial e ao mesmo tempo sombrio.
Logo em seguida, quando ele é resgatado pelo Personagem Ministro Clarencio (Clemente Viscaíno) e eles viram feches de luz pelo ar, me lembrou a nuvenzinha do Goku de Dragon Ball.
Logo que eles chegam a cidade intitulada “Nosso Lar” fiquei imaginando, que se fosse uma animação, tudo seria melhor enredado, pois o excesso de “brancos” e “Acrílicos” dava uma aparência lúdica forçada ao set.
Mas aos poucos, naquele vai-e-vem da vida terrena de André Luiz com sua jornada no “ Nosso Lar” fui me apegando ao enredo, fui me envolvendo na história e pelo período do filme, esqueci das minhas convicções, e torci para que aquele mundo realmente existisse.

È bonito pensar que após tanto sofrimento na terra, todos os seres humanos, terão direito a redenção, a aconchego e a uma nova vida, sem medos e anseios, com possibilidades de reencontrar a família e ter uma nova chance de viver, cada vez de uma maneira mais correta e pura.

Mas existem 02 frases, que não saem da minha mente, e posso dizer, sem sombra de dúvidas que fazem parte das minhas convicções.

“Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.” (Willian Shekspeare)

E

“As pessoas devem assumir a responsabilidade pelos seus atos, e procurarem a felicidade nesta vida terrena, ao invés de aceitarem os tormentos das injustiças sociais em procura de uma vida eterna de caráter duvidoso.” (não conheço o autor)

Dessa forma pois, eu gostaria de ter essa fé no Além morte, acho muito poético e de certa forma até mesmo consolador, mas acho que temos que viver aqui onde estamos, e sermos os mais corretos possíveis, viver em plenitude porque é assim que queremos viver, e não para barganhar um lugar ao sol.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Reflexões próprias e talvez inuteis sobre Senhor dos Anéis e Café

Estava assistindo O Senhor Dos Anéis - A Sociedade do Anel e me dei conta de uma coisa muito peculiar.
Vocês já perceberam como nós, (Nerd, CDF´S, Geek´s, Geração Y ou qualquer apelido que nos dêem) Sempre gostamos de algumas coisas em comum:(não necessariamente todas essas juntas, mas nesse nível)
* Filmes Épicos
* Metal -(rock)
* Armas Brancas
* Ler HQ´s e Mangás
* RPG - Seja de tabuleiro ou no PC.
* Cinema no modo Geral
*Poesia
*Café
*Tecnologia

Fiquei tentando entender o porque de cada uma dessas coisas, e me desculpem as demais "Tribos"
mas a verdade é que somos Cult Demais. Não somos esquisitões excêntricos como diz a Wikipédia, somos pessoas de Q.I elevado, não nos preocupamos com o ter e sim com o nosso ser, pois somos o que sabemos e dividimos nossos conhecimento, como no passado, na época dos filmes épicos e de onde são ambientadas as histórias de RPG, sonhamos com uma grande batalha, batalha a qual seremos vencedores e não vencedores por nossa força e destreza, seremos vencedores por nossa sabedoria e por nossa honra. Pois nós os "Geek´s" (palavra do momento) somos uma "tribo" que luta pelo  saber, pelo conhecimento e temos dentro de nós garra suficiente para levar um monte de "playboyzinhos" nas costas durante todo o colégio e faculdade... Mas me Desculpem... Quem serão seus patrões seremos nós!!!
O RPG estimula o Raciocínio Lógico assim como toda a tecnologia presente nos dias de hoje
O Cinema faz com que nos conheçamos melhor. Através  dos Personagens nos reconhecemos e refletimos a respeito deles e de nós mesmos...
Assim como os outros aspectos que temos em comum, são comuns a pessoas que estimulam seu intelecto dia a dia... Parabéns para nós!!!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Parlendas - o imaginário infantil

Estava pensando cá com meus botões: Como é que num Brasilzão tão grande TODA criança conhece aquele termo:

" Cala boca já morreu,
quem manda na minha boca sou eu"

Fui pesquisar no nosso folclore e descobri que esse versinho, assim como tantos outros são parlendas (São rimas infantis, em versos de cinco ou seis sílabas, para divertir, ajudar a memorizar, ou escolher quem fará tal ou qual brinquedo.( dicionário Aurélio))


Muitas parlendas são usadas em jogos para melhorar o relacionamento entre os participantes ou apenas por diversão. Muitas parlendas são antigas e, algunas delas, foram criadas, há décadas. Elas fazem parte do folclore brasileiro, pois representam uma importante tradição cultural do nosso povo.

Abaixo Alguns exemplos de Parlendas que é de conhecimento geral:

Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, chegou minha vez
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis.












Um elefante amola muita gente...
Dois elefantes... amola, amola muita gente...
Três elefantes... amola, amola, amola muita gente...
Quatro elefantes amola, amola, amola, amola muito mais...]











                                                  Batatinha quando nasce
se esparrama pelo chão.
Menininha quando dorme
põe a mão no coração. 


Entre Tantas outras parlendas... Interessante não é?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

DE ASAS E OLHOS BEM ABERTOS

Acabei de fazer uma resenha sobre "CISNE NEGRO" e logo em seguida, como de costume fui ler o www.criticos.com.br e percebi no texro de Marcelo Janot, uma faceta a qual não tinha observado do filme, pois então colocarei na integra a critica desse querido critico brasileiro:




Por MARCELO JANOT
4/2/2011

Faz parte do ofício do crítico situar o filme historicamente, relembrando parentescos temáticos e estéticos com outras obras cinematográficas. Uma rápida olhada em sites como o metacritic.com, que costuma compilar as críticas publicadas nos Estados Unidos a respeito de determinado filme, pode nos deixar com a impressão de que Cisne Negro é uma mera reciclagem de idéias já utlizadas. Sapatinhos Vermelhos, A Malvada, Carrie, A Estranha, Nasce Uma Estrela e até Showgirls são apenas alguns dos filmes que teriam parentesco com Cisne Negro ou servido de inspiração para Darren Aronofsky e seu trio de roteiristas. Mas a maioria avassaladora das críticas é positiva, com elogios quase unânimes, o que mostra que não há problema algum em retrabalhar certas idéias, desde que a forma seja apropriada.

Curioso não ter encontrado, em nenhuma das críticas lidas ou em entrevistas dos realizadores, uma única menção a De Olhos Bem Fechados, de Stanley Kubrick. O parentesco com a obra derradeira do maior cineasta americano foi o que mais me chamou a atenção no filme, e talvez o que mais me tenha feito apreciá-lo. Se lida apenas como a história de uma talentosa bailarina que precisa ver seu lado “ cisne negro” aflorar para conquistar um papel de destaque, tendo que enfrentar uma concorrente na companhia, a sinopse do filme de Aronofsky pode soar banal, assim cmo a história de um jovem milionário novaiorquino atrás de uma noite de aventuras para se livrar do tédio de seu casamento, vista em De Olhos Bem Fechados.

A odisséia existencial de Bill, o personagem de Tom Cruise, é muito semelhante à enfrentada pela Nina encarnada com brilhantismo por Natalie Portman em Cisne Negro. Cada um com suas particularidades, ambos questionam internamente os modelos de perfeição e felicidade que a sociedade lhes impôs. Em sua viagem errática por bares, lojas de fantasias e orgias secretas, Bill parece vagar por um universo completamente estranho e diferente da Nova York do seu dia a dia. O mesmo se aplica a Nina, a jovem reclusa em nome da disciplina espartana do balé e da paranóia da mãe, uma bailarina que abriu mão de sua carreira por conta da maternidade (idéia reciclada de Momento de Decisão, de Herbert Ross).

Os fantasmas que assombram Nina assustam e seduzem, encontrando eco nos participantes mascarados da orgia onde Bill vai parar. As duas trajetórias desembocam no final catártico e libertador para cada personagem. Os mundos criados por Kubrick e Aronofsky correm em paralelo, encontrando o ponto de interseção no fato de criarem uma atmosfera singular para seus filmes, cada qual a seu modo. Em Kubrick, o minimalismo e o rigor absoluto nos enquadramentos, na música, na ambientação. Em Aronofsky, a grandiloqüência despudorada, o banho de sangue, o frenesi da câmera que funga no cangote da personagem como se lhe impusesse as doloridas e necessárias chagas negras.

Em uma cena-chave de Cisne Negro, o diretor da companhia, vivido por Vincent Cassel, aconselha Nina a liberar seu impulso destrutivo e a buscar a imperfeição para melhor poder encarnar a personagem do cisne negro no balé. É um conselho que o diretor leva ao pé da letra. As imperfeições sublinham a visceralidade de Cisne Negro, e se por um lado incomodam seus detratores, por outro o transformam em uma experiência fascinante para os que forem absorvidos por aquele universo.

CISNE NEGRO (BLACK SWAN)
EUA, 2010
Direção:
DARREN ARONOFSKY
Roteiro: MARK HEYMAN, ANDRES HEINZ, JOHN J. MCLAUGHLIN
Fotografia: MATTHEW LIBATIQUE
Montagem: ANDREW WEISBLUM
Música: CLINT MANSELL, TCHAIKOVSKY
Direção de arte: DAVID STEIN
Figurinos: AMY WESTCOTT
Elenco: NATALIE PORTMAN, VINCENT CASSEL, MILA KUNIS, BARABARA HERSHEY, WINONA RYDER
Duração: 108 minutos
Site oficial: clique aqui



Black Swan - Cisne Negro

Do Diretor Darren Aronofsky (Requein for a Drean ), Cisne Negro é sem sombra de duvidas o filme de drama/suspense mais intenso que via a muito tempo.

Sinopse:

Cisne Negro é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman (V de Vingança )interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpreta por Mila Kunis( O Livro de Eli ).  Cisne Negro faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.

Um drama psicológico caracteristico de Darren Aronofsky, estética noir, nada de ambientes abertos, luz do sol ou ao menos uma corzinha só no figurino... tudo preto e cinza, como a alma de nossa protagonista Nina.

Quem é Nina?

Nina é uma bailarina determinada a atingir a perfeição, diciplinada e invariavelmente insegura, a principio vemos em Nina, uma pureza quase "Sandy" (me perdoem a comparação) mas logo após o 1º turnim point, vemos uma fera com sede de poder a qualquer preço. Começamos a ver uma maniaca depressiva que odeia sua vida e tem paranóia pela perfeição.

Em contra partida, temos a nossa "vilã" Lily, forte, determinada, indiciplinada e irresistivelmente sexy. Com seu jeitinho "Bad girl" e com um quê de "Lolita" Lily desperta em Nina um universo inteiro de conturbações.

Mais que um filme de suspense, Cisne Negro (sitando o Vitor Stefano): 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"Ele é um conturbador mental, impossibilitando qualquer distânciamento dos sentimentos
aflorados e corrompidos pelas imagens, diálogos e trilha sonora.
É a história real de um mundo que nos força a ser perfeito e, 
à toda custa, atingir os objetivos traçados por uma sociedade 
consumista de escremento e derrotas dos concorrentes"
.
A mente de Nina está enegrecendo, necrosando o resto do corpo, destroçando a alma e destruindo seus sonhos, sua mãe perturbada contribui ainda mais para esse pesadelo aumentar.Nina se auto flagela como castigo para a não-perfeição..

. Nina só queria finalmente atingir o ápice, aparecer, ser alguém. 
E para ser alguém no ballet (e na vida), 
só muita perseverança, despertar cedo e ter muito talento.
Mas era a vez de Nina, mesmo com todos os fantasmas que a rodam, 
seja as concorrentes, as amigas, o professor ou mesmo a mãe
, bailarina frustrada. A vida não é nada fácil para Nina. 
Além de todos esses fantasmas, há ela. Nunca percebemos, 
mas sempre o maior inimigo é você mesmo.
(Sitando Vitor Stefano novamente) 











"EXTRAORDINÁRIO"

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Estética no filme “Os intocáveis” de Brian de Palma.


Por Jessica Sardinha

Os intocáveis, filme dirigido por Brian de Palma (Dalha Negra) e escrito por David Mamet (Hannibal) com trilha sonora de Enio Morricone  com Robert De Niro no papel do famoso gangster Al Capone.
É um celebre filme, conhecido e premiado pelo mundo a fora.
“A história se passa em Chicago nos anos 30, epóca da lei seca. Eliot Ness (Kevin Costner) é um agente federal encarregado de capturar o gângster Al Capone (Robert De Niro), mas suas tentativas são sempre pífias, graças também a corrupção existente dentro da polícia. Após ser humilhado pelos jornais por suas frustradas apreensões, Ness reúne um pequeno grupo de homens confiáveis e incorruptíveis para realizar a tarefa.
Jim Malone (Sean Connery) é o mentor de Ness, um experiente policial que se junta ao grupo disposto à ajudá-lo. George Stone (Andy Garcia) é um italiano que acaba de ingressar na Academia e por último, Oscar Wallace (Charles Smith), um contador responsável por analisar se Al Capone vinha omitindo informações financeiras em seu imposto de renda.
As atuações são fantásticas. De Niro rouba a cena, interpretando Al Capone cheio de sarcasmo e crueldade, ele e Sean Connery dão um show todas as vezes que aparecem em cena. Kevin Costner fez um ótimo papel, demonstrando as fragilidades e humanidade do seu personagem, isso em um tempo onde ainda tinha uma grande carreira. Charles Smith serve como peça cômica na históra e finalizando com Andy Garcia ainda no início de carreira, mas mostrando a que veio.”
(fonte: Flávio Vieira 8 - agosto - 2010 para o site Vortex Cultural)


Sua estética se baseia na film noir (estilo francês bem comum entre as décadas de 40 e 50 do século passado)

Film Noir é um estilo de filme que retrata seus personagens centrais como anti-herois, normalmente antipáticos e cínicos.
Derivado de romances do inicio do século 20 e de filmes de terror da década de 30 , a estética do film noir se consolida no inicio da década de 40 sendo apresentada com maior freqüência em filmes policiais, como é o caso de “Os Intocáveis” . Oriundo de pesquisas na área da pintura e nos princípios da fotográfica, a estética do Film Noir é baseada em fortes contrastes de luz e sombra, sem cores muito vivas . Seus personagens principais normalmente tem um caráter duvidoso e seus personagens secundários não tem muita profundidade.
 Os ambientes são comumente realistas urbanos, ruas sujas, tempos de violência e segregação racial.

A estética do Film Noir é conhecida principalmente por seus dramas inteligentes enredados por tramas que envolvem paranóia, desconfiança e cinismo.
O Film Noir tem como característica estética o uso de sombras dramáticas, alto contraste e muitos deles não são filmados em estúdio, é bem comum utilizar a locação de referência para fazer a cena. Normalmente esses filmes se passam em ambientes fechados ou a noite, dando um maior ar de mistério a trama. Seus ângulos de câmera tendem a não ser nada convencionais, utilizando cenas filmadas através do espelho por exemplo.
Elementos comuns a Film Noir

Personagens

  • Femme fatale
  • Protagonistas moralmente ambíguos
  • Protagonistas alienados
  • Bode expiatório
  • Personagens violentos ou corruptos

Ambientes

  • Ambiente urbano
  • Ambiente contemporâneo
  • Locações exóticas ou remotas
  • Casas noturnas e/ou clubes de jogos/apostas

Elementos cinematográficos

  • Fotografia em preto-e-branco, ou em cores lavadas (não-saturadas)
  • Ângulos baixos de filmagens, ângulos incomuns e técnicas expressionistas de fotografia
  • Seqüências e efeitos visuais incomuns
  • Cenários noturnos e interiores sombrios
  • Uso de narração

Elementos temáticos

  • Senso de fatalismo
  • Obsessão sexual/romântica
  • Corrupção social ou humanitária inerente
  • Emboscadas

Elementos de roteiro

  • Roteiro intrincado
  • Uso de flashbacks
  • Sobreposições narrativas
  • Presença do protagonista em praticamente todas as cenas
  • História contada sob perspectiva criminal
  • Assassinato ou roubo como centro da história
  • Falsas acusações
  • Traição
  • Inevitabilidade do fracasso do protagonista
  • Final em aberto ou ambíguo
Agora que leram essa resenha assistam “Os Intocaveis” tenho certeza de que irão perceber a grande semelhança com a Estética Noir.