terça-feira, 22 de novembro de 2011

A pele que habito -Um Frankeinstein Moderno e Intenso

Aos primeiros 30 minutos de "A pele que habito" de Almodovár (Tudo Sobre Minha Mãe) descobrimos que o autor está fora de sua zona de conforto, pela primeira  vez em sua extensa filmografia, Pedro Almodovár escreve/dirige, uma ficção cientifica que se mescla com um filme noir e ainda um Thriller, tudo isso em um só filme, três gêneros que não fazem muito o feitio do Autor, consagrado por filmes como Fale com ela e Má Educação, Almodovár foi além do que muitos críticos esperavam dele nesse novo filme.
Para mim, uma humilde fâ de Almodovár, ele se superou em todos os aspectos. A estética do filme se mostra unicamente bela nos primeiros segundos, quando a camera ainda desfocada começa a perambular em panorâmica pelos muros da mansão onde se desenrola toda a narrativa.
A escolha de  Antônio Bandeiras foi acertadíssima, pois ele com aquele olhar cativo e ardente de um amante latino nos envolve mesmo com a aparente frieza da personagem, e a nova musa de Almodovár, Elena Anaya, que corpo, que rosto e sobre tudo que olhar! 
A tensão sexual do filme é uma mistura de repulsa e intensidade, a violência é tratada com tanta naturalidade, tão enredada nos acontecimentos, que é quase justificável...


Vá assistir! Vale muito a pena!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Conan O Barbaro -



Quando criança eu era fanática pelo Arnold Schwarzenegger, fazia meu pai alugar todas as fitas com filmes dele, e ficava até tarde acordada quando ia passar algum lançamento dele na Tela-Quente -Naquela época ele tinha lançamentos quase que anuais - Eu tinha um bonequinho do Conan, que por algum motivo que não sei explicar, ele era "namorado" da minha boneca da Shira (do He-man) mas isso não vem ao caso. E Conan era um dos meus filmes favoritos.
Quando adolescente eu SEMPRE andei com garotos que jogavam Vampiro, D&D, colecionavam Toy Art e Obviamente faziam coleção de Mangá e Quadrinhos, entre tantos, CONAN THE BARBARIAN. E eu sempre lia...


Sendo assim, pode se dizer que sou quase uma perita no assunto Conan, seja n obra original de Robert E. Howard, ou seja na  adaptação para o cinema em 1984 com o Arnold Schwarzenegger, Dirigido por John Millus e Oliver Stone (Platoon) .


Assisti no Cinema o Novo Conan, de 2011, com Jason Momoa e sob a direção de Marcos Nispel ,
ao contrário do que a grande critica tem dito por aí, em primeiro lugar, não vejo o filme como um Remake do  filme de Oliver Stone, tão pouco vi Jason Momoa como um péssimo ator como estão pintando por aí... Ele só foi o CONAN, o Conan é caricato, ele não se expressa direito e ele só tem um objetivo na vida, vingança! Aquele olhar em contra-plongê que ele faz o tempo todo, está desenhado nos quadrinho, talvez o preparador de elenco tenha exagerado um pouco, confesso, mas só fui perceber isso na 2º vez que vi o filme.
Achei todas as cenas de luta do filme maravilhosas, e sobretudo a cena do Conan lutando com aquelas Mumias de Areia enfeitiçadas. E muitos não viram sentido para a Tamara (Rachel Nichols) no enredo... Conan é um épico, é um enredo de "fantasia e espada" e se não houvesse uma "mocinha" com a pureza de um anjo e a teimosia de uma adolescente, não seria um épico, caiu como uma luva, deu leveza a toda aquela sanguinolência escorrendo da espada de Conan, e humanizou o personagem, pois se não houvesse um conflito, se ele fosse 100% vingança, ninguém iria ao cinema ver o filme, iriamos a um matadouro verem cortar carne...
Achei o filme uma boa pedida, apesar de ter falhas estruturais graves, no que se refere a continuidade, cumpriu a proposta.