Aos primeiros 30 minutos de "A pele que habito" de Almodovár (Tudo Sobre Minha Mãe) descobrimos que o autor está fora de sua zona de conforto, pela primeira vez em sua extensa filmografia, Pedro Almodovár escreve/dirige, uma ficção cientifica que se mescla com um filme noir e ainda um Thriller, tudo isso em um só filme, três gêneros que não fazem muito o feitio do Autor, consagrado por filmes como Fale com ela e Má Educação, Almodovár foi além do que muitos críticos esperavam dele nesse novo filme.
Para mim, uma humilde fâ de Almodovár, ele se superou em todos os aspectos. A estética do filme se mostra unicamente bela nos primeiros segundos, quando a camera ainda desfocada começa a perambular em panorâmica pelos muros da mansão onde se desenrola toda a narrativa.
A escolha de Antônio Bandeiras foi acertadíssima, pois ele com aquele olhar cativo e ardente de um amante latino nos envolve mesmo com a aparente frieza da personagem, e a nova musa de Almodovár, Elena Anaya, que corpo, que rosto e sobre tudo que olhar!
A tensão sexual do filme é uma mistura de repulsa e intensidade, a violência é tratada com tanta naturalidade, tão enredada nos acontecimentos, que é quase justificável...
Vá assistir! Vale muito a pena!
