O Corvo (The
Raven)
Quando se Fala em John Cusack qual é a imagem que vem em
sua mente?
Personagens
emocionalmente perturbados, quase sempre depressivos e com uma carga energética
forte não é mesmo? Quem não se lembra de
Meia-Noite no Jardim
do Bem e do Mal, Alto Controle ou seu celebre personagem em Alta-Fidelidade?
Agora analisemos a segunda parte dessa grande obra contemporânea. Edgar
Allan Poe. Também aclamado artista norte-americano tendo como sua marca e
considerado por muitos o progenitor da ficção policial conhecido por seu estilo
gótico no qual sempre salientou-se as peculiaridades físicas da morte, sempre
com a sombria poesia gótica Poe construiu verdadeiras relíquias literárias que
são inspiração do gênero a várias gerações, sendo ele o responsável pelos mais
belos contos sobre morte, tristeza, solidão e luto.
Misturando essas duas partes – Poe e Cusack – De
uma maneira homogenia que se deu o enredo do biográfico/ficcional The Raven ( O
Corvo) de Bem Levington e Hannah Shakespeare. Um romance Ficcional levemente
inspirado nos últimos dias de vida de Poe. Romance- Policial soturno e gótico
cheio de enigmas dignos de Sherlock Holmes e embebecidos de uma tenra atmosfera
melancólica. Onde nem tudo é o que parece e com um final surpreendente.
Fotografia impecavelmente projetada numa Baltmore dos anos 40,
maquiagem, cenários e elementos cênicos que se misturam ao enredo dando a ele
uma maior vivacidade e ao mesmo tempo uma sensação de atemporalidade, as
características literárias de Poe permeando toda a trama do filme, trazem
consigo uma teatralidade abrangente, na qual quase podemos tocar a poesia de
Poe, que se transforma do herói do enredo, solucionando casos que foram
inspirados em suas próprias obras. Não consigo imaginar outro ator que pudesse
trabalhar esse papel com maior destreza e singularidade que John Cusack.
Simplesmente uma união de gênios.
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