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terça-feira, 3 de abril de 2012

Critica do Filme - A mulher de Preto


É impossível assistir “A Mulher de Preto” e não imaginar Lord Valdemor sussurrando “ Harry Potter “ Logo no inicio, quando Arthur Kipps ( Daniel – Potter – Radcliff) adormece no Trem e acorda exaltado depois de um pesadelo, principalmente porque a cena foi repetida pelo bruxo indo a Hogwarts por não menos que 9 longas ao longo dos anos, ao começar a ver o filme pensei... Gina Weasley morreu no parto (o filho dele é ruivo para piorar a situação ) e Potter se tornou advogado!!!

Mas logo essa sensação de estranhamento passa, quando Arthur chega ao seu destino, uma pequena cidade com seus moradores melancólicos e assustados.


A mansão onde habita “A Mulher de Preto” é claramente uma referencia a Rose Red, casa também mal-assombrada de Steven King, só que mais inglesa.

A história se passa toda nessa cidadezinha, a preocupação com a fotografia, enquadramento de câmera e sobretudo com o cenário é primorosa, o filme é esteticamente perfeito, principalmente para amantes de Edgar Allan Poe e Anne Rice.

A Narrativa segue os parâmetros de um conto de terror gótico clássico, o que nos rende bons sustos, a ambientação numa Grã-Bretanha no inicio do sec. XX, contribui e muito para levar o nosso inconsciente a sentir mais medo, afinal muitos clássicos de terror de todos os tempos se passam nesse período, como o Drácula de Bram Stoker e nós também sabemos que naquela época nas ruas de Londres andava a solta Jack, o estripador. Além de o próprio Sherlock Holmes desvendar tramas obscuras na mesma época e local.
 
O filme foi bem amarrado, apesar de Daniel Radcliff ser muito novo para um personagem pai, viúvo e advogado decadente.
A Hammer filmes (produtora do filme) segue muito bem desde sua volta em 2008. Deixe-me entrar (Adaptação do Sueco , deixe ela entrar) A colocou nas paradas novamente e com o aparente sucesso de “A mulher de preto” intuo que a Hammer está se tornando a coqueluche do momento no quesito filmes de terror.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Numa Cajadada só!






Dois coelhos é um filme nacional com incisivas referencias norte-americanas na trama.
É um Triller de ação, que vai agradar a quem, como eu, gosta do gênero, “violência a La Tarantino”.
A trama é fraguimentada, cheia de idas e vindas, há quem diga que isso prejudicou o roteiro, fato é que o cinema brasileiro não tem tido muito sucesso quanto aposta nesse modelo, mas parece-me que pela primeira vez um diretor acerta na medida.
O fato é que também, é um filme épico contemporâneo, conta a história de um Anti-Herói, Edgar, que em sua frenética e maquiavélica jornada  chega por fim, apenas no último minuto do filme ao seu propósito, propósito afinal, que não se desconfia durante todo o filme.
A mistura da linguagem de videoclipe, videogame e as trucagens de pós produção são o que dão maior movimento a trama, que se fosse colocada em ordem cronológica, de fato não teria grandes surpresas.
A personagem de Alessandra Negrini, tem ataques de pânico, e isso peculiarmente chama a atenção, quando ela entra nesses surtos, ela vai para uma realidade alternativa.

Num filme com o Ritmo tão frenético, a realidade alternativa da personagem é toda em slowmotion e mistura animação com filme, numa  aura de contos de fada mórbido, bem ao estilo TIM Burton.
Aliás, no filme sã claras as referencias a diversos diretores consagrados norte-americanos, mas tembém é clara a referencia a Cidade de Deus, só que ambientado as gírias e molejos do bandido paulistano.
Em Dois Coelhos, ninguém é mocinho, ninguém é inocente, e quanto mais mexe mais fede. Mas no final, tudo é esclarecido e o público sai do cinema chacoalhado e reflexivo.

segunda-feira, 14 de março de 2011

DIVAGAÇÕES SOBRE NOSSO LAR (O FILME) E VIDA APÓS A MORTE


Acabo de assistir ao filme Nosso Lar( Wagner de Assis), baseado em 16 livros de Chico Xavier.
Confesso que ao iniciar o filme tive uma subida vontade de debochar, primeiro porque logo no inicio, quando o personagem André Luiz (Renato Pietro) está no chamado Umbral (uma espécie de purgatório) , me pareceu uma cópia dos momentos vividos pelo personagem Alexandre Toledo (Guilherme Fontes) na novela A Viagem (1994, de Ivani Ribeiro) que foi um grande marco na minha infância, temia aquele lugar onde Alexandre se encontrava, todo aquele sofrimento durante a trama, me pareceu no filme, algo muito superficial e ao mesmo tempo sombrio.
Logo em seguida, quando ele é resgatado pelo Personagem Ministro Clarencio (Clemente Viscaíno) e eles viram feches de luz pelo ar, me lembrou a nuvenzinha do Goku de Dragon Ball.
Logo que eles chegam a cidade intitulada “Nosso Lar” fiquei imaginando, que se fosse uma animação, tudo seria melhor enredado, pois o excesso de “brancos” e “Acrílicos” dava uma aparência lúdica forçada ao set.
Mas aos poucos, naquele vai-e-vem da vida terrena de André Luiz com sua jornada no “ Nosso Lar” fui me apegando ao enredo, fui me envolvendo na história e pelo período do filme, esqueci das minhas convicções, e torci para que aquele mundo realmente existisse.

È bonito pensar que após tanto sofrimento na terra, todos os seres humanos, terão direito a redenção, a aconchego e a uma nova vida, sem medos e anseios, com possibilidades de reencontrar a família e ter uma nova chance de viver, cada vez de uma maneira mais correta e pura.

Mas existem 02 frases, que não saem da minha mente, e posso dizer, sem sombra de dúvidas que fazem parte das minhas convicções.

“Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.” (Willian Shekspeare)

E

“As pessoas devem assumir a responsabilidade pelos seus atos, e procurarem a felicidade nesta vida terrena, ao invés de aceitarem os tormentos das injustiças sociais em procura de uma vida eterna de caráter duvidoso.” (não conheço o autor)

Dessa forma pois, eu gostaria de ter essa fé no Além morte, acho muito poético e de certa forma até mesmo consolador, mas acho que temos que viver aqui onde estamos, e sermos os mais corretos possíveis, viver em plenitude porque é assim que queremos viver, e não para barganhar um lugar ao sol.