quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Numa Cajadada só!






Dois coelhos é um filme nacional com incisivas referencias norte-americanas na trama.
É um Triller de ação, que vai agradar a quem, como eu, gosta do gênero, “violência a La Tarantino”.
A trama é fraguimentada, cheia de idas e vindas, há quem diga que isso prejudicou o roteiro, fato é que o cinema brasileiro não tem tido muito sucesso quanto aposta nesse modelo, mas parece-me que pela primeira vez um diretor acerta na medida.
O fato é que também, é um filme épico contemporâneo, conta a história de um Anti-Herói, Edgar, que em sua frenética e maquiavélica jornada  chega por fim, apenas no último minuto do filme ao seu propósito, propósito afinal, que não se desconfia durante todo o filme.
A mistura da linguagem de videoclipe, videogame e as trucagens de pós produção são o que dão maior movimento a trama, que se fosse colocada em ordem cronológica, de fato não teria grandes surpresas.
A personagem de Alessandra Negrini, tem ataques de pânico, e isso peculiarmente chama a atenção, quando ela entra nesses surtos, ela vai para uma realidade alternativa.

Num filme com o Ritmo tão frenético, a realidade alternativa da personagem é toda em slowmotion e mistura animação com filme, numa  aura de contos de fada mórbido, bem ao estilo TIM Burton.
Aliás, no filme sã claras as referencias a diversos diretores consagrados norte-americanos, mas tembém é clara a referencia a Cidade de Deus, só que ambientado as gírias e molejos do bandido paulistano.
Em Dois Coelhos, ninguém é mocinho, ninguém é inocente, e quanto mais mexe mais fede. Mas no final, tudo é esclarecido e o público sai do cinema chacoalhado e reflexivo.