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domingo, 21 de agosto de 2011

Hiatos

De tempos em tempos sofro hiatos em minha vida, esse ultimo tem sido longo, é como se fosse separado por um Hífen sendo assim o meu Hiato está escrito assim: Hi-Ato e estou paradinha bem em cima do Hífen como se esse traço me separasse do Hi (no sentido de ihh, de perceber algo errado) e o Ato (de partir para a ação).



Vejo da seguinte forma, minha vida mudou com uma brusquidão tamanha na qual parece que meu cerebro não acompanhou e dessa forma me sinto perdida em meio ao vão, como se a terra se abrisse sobre meus pés, como se todo o meu idealismo e pró-atividade estivesse sendo drenados por um universo paralelo a qual não pertenço mais, mas meu olhar ainda está preso nele. Minha vida agora é outra, batalhei 25 anos da minha vida para um proposito, mas nesse meio tempo, Hiatos foram me levando para outros caminhos, não menos belos ou interessantes, apenas diferentes do combinado, será que é isso o que as pessoas chamam de destino? Bem se é eu não sei, só sei que tenho que pular de cabeça, sair desse hifén que só me deixa cada dia menos feliz e realizada e partir para o "Ato" desse "Hi-Ato" pois só assim recupararei a minha auto-estima e poderei traçar metas para esse novo caminho!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

DE ASAS E OLHOS BEM ABERTOS

Acabei de fazer uma resenha sobre "CISNE NEGRO" e logo em seguida, como de costume fui ler o www.criticos.com.br e percebi no texro de Marcelo Janot, uma faceta a qual não tinha observado do filme, pois então colocarei na integra a critica desse querido critico brasileiro:




Por MARCELO JANOT
4/2/2011

Faz parte do ofício do crítico situar o filme historicamente, relembrando parentescos temáticos e estéticos com outras obras cinematográficas. Uma rápida olhada em sites como o metacritic.com, que costuma compilar as críticas publicadas nos Estados Unidos a respeito de determinado filme, pode nos deixar com a impressão de que Cisne Negro é uma mera reciclagem de idéias já utlizadas. Sapatinhos Vermelhos, A Malvada, Carrie, A Estranha, Nasce Uma Estrela e até Showgirls são apenas alguns dos filmes que teriam parentesco com Cisne Negro ou servido de inspiração para Darren Aronofsky e seu trio de roteiristas. Mas a maioria avassaladora das críticas é positiva, com elogios quase unânimes, o que mostra que não há problema algum em retrabalhar certas idéias, desde que a forma seja apropriada.

Curioso não ter encontrado, em nenhuma das críticas lidas ou em entrevistas dos realizadores, uma única menção a De Olhos Bem Fechados, de Stanley Kubrick. O parentesco com a obra derradeira do maior cineasta americano foi o que mais me chamou a atenção no filme, e talvez o que mais me tenha feito apreciá-lo. Se lida apenas como a história de uma talentosa bailarina que precisa ver seu lado “ cisne negro” aflorar para conquistar um papel de destaque, tendo que enfrentar uma concorrente na companhia, a sinopse do filme de Aronofsky pode soar banal, assim cmo a história de um jovem milionário novaiorquino atrás de uma noite de aventuras para se livrar do tédio de seu casamento, vista em De Olhos Bem Fechados.

A odisséia existencial de Bill, o personagem de Tom Cruise, é muito semelhante à enfrentada pela Nina encarnada com brilhantismo por Natalie Portman em Cisne Negro. Cada um com suas particularidades, ambos questionam internamente os modelos de perfeição e felicidade que a sociedade lhes impôs. Em sua viagem errática por bares, lojas de fantasias e orgias secretas, Bill parece vagar por um universo completamente estranho e diferente da Nova York do seu dia a dia. O mesmo se aplica a Nina, a jovem reclusa em nome da disciplina espartana do balé e da paranóia da mãe, uma bailarina que abriu mão de sua carreira por conta da maternidade (idéia reciclada de Momento de Decisão, de Herbert Ross).

Os fantasmas que assombram Nina assustam e seduzem, encontrando eco nos participantes mascarados da orgia onde Bill vai parar. As duas trajetórias desembocam no final catártico e libertador para cada personagem. Os mundos criados por Kubrick e Aronofsky correm em paralelo, encontrando o ponto de interseção no fato de criarem uma atmosfera singular para seus filmes, cada qual a seu modo. Em Kubrick, o minimalismo e o rigor absoluto nos enquadramentos, na música, na ambientação. Em Aronofsky, a grandiloqüência despudorada, o banho de sangue, o frenesi da câmera que funga no cangote da personagem como se lhe impusesse as doloridas e necessárias chagas negras.

Em uma cena-chave de Cisne Negro, o diretor da companhia, vivido por Vincent Cassel, aconselha Nina a liberar seu impulso destrutivo e a buscar a imperfeição para melhor poder encarnar a personagem do cisne negro no balé. É um conselho que o diretor leva ao pé da letra. As imperfeições sublinham a visceralidade de Cisne Negro, e se por um lado incomodam seus detratores, por outro o transformam em uma experiência fascinante para os que forem absorvidos por aquele universo.

CISNE NEGRO (BLACK SWAN)
EUA, 2010
Direção:
DARREN ARONOFSKY
Roteiro: MARK HEYMAN, ANDRES HEINZ, JOHN J. MCLAUGHLIN
Fotografia: MATTHEW LIBATIQUE
Montagem: ANDREW WEISBLUM
Música: CLINT MANSELL, TCHAIKOVSKY
Direção de arte: DAVID STEIN
Figurinos: AMY WESTCOTT
Elenco: NATALIE PORTMAN, VINCENT CASSEL, MILA KUNIS, BARABARA HERSHEY, WINONA RYDER
Duração: 108 minutos
Site oficial: clique aqui



Black Swan - Cisne Negro

Do Diretor Darren Aronofsky (Requein for a Drean ), Cisne Negro é sem sombra de duvidas o filme de drama/suspense mais intenso que via a muito tempo.

Sinopse:

Cisne Negro é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman (V de Vingança )interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpreta por Mila Kunis( O Livro de Eli ).  Cisne Negro faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.

Um drama psicológico caracteristico de Darren Aronofsky, estética noir, nada de ambientes abertos, luz do sol ou ao menos uma corzinha só no figurino... tudo preto e cinza, como a alma de nossa protagonista Nina.

Quem é Nina?

Nina é uma bailarina determinada a atingir a perfeição, diciplinada e invariavelmente insegura, a principio vemos em Nina, uma pureza quase "Sandy" (me perdoem a comparação) mas logo após o 1º turnim point, vemos uma fera com sede de poder a qualquer preço. Começamos a ver uma maniaca depressiva que odeia sua vida e tem paranóia pela perfeição.

Em contra partida, temos a nossa "vilã" Lily, forte, determinada, indiciplinada e irresistivelmente sexy. Com seu jeitinho "Bad girl" e com um quê de "Lolita" Lily desperta em Nina um universo inteiro de conturbações.

Mais que um filme de suspense, Cisne Negro (sitando o Vitor Stefano): 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"Ele é um conturbador mental, impossibilitando qualquer distânciamento dos sentimentos
aflorados e corrompidos pelas imagens, diálogos e trilha sonora.
É a história real de um mundo que nos força a ser perfeito e, 
à toda custa, atingir os objetivos traçados por uma sociedade 
consumista de escremento e derrotas dos concorrentes"
.
A mente de Nina está enegrecendo, necrosando o resto do corpo, destroçando a alma e destruindo seus sonhos, sua mãe perturbada contribui ainda mais para esse pesadelo aumentar.Nina se auto flagela como castigo para a não-perfeição..

. Nina só queria finalmente atingir o ápice, aparecer, ser alguém. 
E para ser alguém no ballet (e na vida), 
só muita perseverança, despertar cedo e ter muito talento.
Mas era a vez de Nina, mesmo com todos os fantasmas que a rodam, 
seja as concorrentes, as amigas, o professor ou mesmo a mãe
, bailarina frustrada. A vida não é nada fácil para Nina. 
Além de todos esses fantasmas, há ela. Nunca percebemos, 
mas sempre o maior inimigo é você mesmo.
(Sitando Vitor Stefano novamente) 











"EXTRAORDINÁRIO"

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

começo, meio e fim... (Arnaldo Jabor)

Recebi por email esse texto do Arnaldo Jabor.
Concordo com ele em muitas partes por isso resolvi posta-lo.




Sempre acho que namoro, casamento e  romance tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida...
Detesto quando escuto aquela conversa:
'Ah, terminei o namoro... '
'Nossa! quanto tempo?'
'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'
É não deu... '
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo,
como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico
que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona. ..
Acho que o beijo é importante.. . E se o beijo bate... Se joga... Senão bate...
Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer. 


Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos,
mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro,
recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar,
seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói. 


Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar.
Ou se apaixonar.
Ou se culpar.
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil? 


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Namoro à Distância













Pouca gente acredita que um namoro resista à distância. Na maioria das vezes, esse tipo de namoro acontece quando um dos dois se vê diante de uma inesperada situação em que a separação, mesmo que parcial, não pode ser evitada. Dependendo da visão e das expectativas que se tem dessa relação amorosa, namorar pode ser ótimo. Mas isso realmente depende de cada um.No par amoroso é depositada a certeza de se ser cuidado e não estar só.
E quando um está longe do outro o carinho, atenção e cumplicidade têm que ser preservados, para que o afastamento geográfico não se torne maior do que o amor do casal. Vale ainda lembrar que não pode haver controle, ciúme, possessividade ou dependência de qualquer tipo.

Os dois só mantém essa relação porque se amam e sentem muito prazer quando estão juntos.

A distância tem sido a vilã das histórias de amor desde que o mundo é mundo. Antigamente, era bem mais difícil manter um relacionamento, sem os meios de comunicação que temos hoje no mundo moderno. Então, para evitar o afastamento, é importante as pessoas criarem meios de driblarem a distância que as separa. Além do telefone, fax, email, Correios e torpedos no celular, existem outras alternativas, como o MSN que serve como ótimo aliado para matar um pouco a saudade.
O esforço para tornar possível qualquer encontro também é fundamental.

Se você sentir lá no fundo, em algum momento do seu dia, o quanto uma pessoa lhe faz bem e se você sentir uma euforia por alguns instantes, só em pensar nele, isso pode ser um sinal de que vale a pena experimentar e dar oportunidade ao amor. E, em breve, tornar real o beijo, o toque, o sentir da respiração, a voz de perto, o gosto e o abraço acolhedor.

O segredo de viver um romance a milhas de distância está na intensidade do amor e em como o casal consegue obter a preservação dele. Mas o legal está no final, quando o que se privilegia é o momento do encontro, que pode ser intendo, profundo — e com muito amor para dar e receber.
E digo também que apesar de não ser facil um relacionamento a distância. E que tudo o que está aí em cima pode acontecer, creio que esse tipo de relacionamento, pode sim dar certo, por mais que passe por inseguranças e obstáculos. Havendo Amor, respeito e maturidade, pode vir a se tornar uma relação muito satisfátoria e plena!