quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Reflexões próprias e talvez inuteis sobre Senhor dos Anéis e Café

Estava assistindo O Senhor Dos Anéis - A Sociedade do Anel e me dei conta de uma coisa muito peculiar.
Vocês já perceberam como nós, (Nerd, CDF´S, Geek´s, Geração Y ou qualquer apelido que nos dêem) Sempre gostamos de algumas coisas em comum:(não necessariamente todas essas juntas, mas nesse nível)
* Filmes Épicos
* Metal -(rock)
* Armas Brancas
* Ler HQ´s e Mangás
* RPG - Seja de tabuleiro ou no PC.
* Cinema no modo Geral
*Poesia
*Café
*Tecnologia

Fiquei tentando entender o porque de cada uma dessas coisas, e me desculpem as demais "Tribos"
mas a verdade é que somos Cult Demais. Não somos esquisitões excêntricos como diz a Wikipédia, somos pessoas de Q.I elevado, não nos preocupamos com o ter e sim com o nosso ser, pois somos o que sabemos e dividimos nossos conhecimento, como no passado, na época dos filmes épicos e de onde são ambientadas as histórias de RPG, sonhamos com uma grande batalha, batalha a qual seremos vencedores e não vencedores por nossa força e destreza, seremos vencedores por nossa sabedoria e por nossa honra. Pois nós os "Geek´s" (palavra do momento) somos uma "tribo" que luta pelo  saber, pelo conhecimento e temos dentro de nós garra suficiente para levar um monte de "playboyzinhos" nas costas durante todo o colégio e faculdade... Mas me Desculpem... Quem serão seus patrões seremos nós!!!
O RPG estimula o Raciocínio Lógico assim como toda a tecnologia presente nos dias de hoje
O Cinema faz com que nos conheçamos melhor. Através  dos Personagens nos reconhecemos e refletimos a respeito deles e de nós mesmos...
Assim como os outros aspectos que temos em comum, são comuns a pessoas que estimulam seu intelecto dia a dia... Parabéns para nós!!!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Parlendas - o imaginário infantil

Estava pensando cá com meus botões: Como é que num Brasilzão tão grande TODA criança conhece aquele termo:

" Cala boca já morreu,
quem manda na minha boca sou eu"

Fui pesquisar no nosso folclore e descobri que esse versinho, assim como tantos outros são parlendas (São rimas infantis, em versos de cinco ou seis sílabas, para divertir, ajudar a memorizar, ou escolher quem fará tal ou qual brinquedo.( dicionário Aurélio))


Muitas parlendas são usadas em jogos para melhorar o relacionamento entre os participantes ou apenas por diversão. Muitas parlendas são antigas e, algunas delas, foram criadas, há décadas. Elas fazem parte do folclore brasileiro, pois representam uma importante tradição cultural do nosso povo.

Abaixo Alguns exemplos de Parlendas que é de conhecimento geral:

Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, chegou minha vez
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis.












Um elefante amola muita gente...
Dois elefantes... amola, amola muita gente...
Três elefantes... amola, amola, amola muita gente...
Quatro elefantes amola, amola, amola, amola muito mais...]











                                                  Batatinha quando nasce
se esparrama pelo chão.
Menininha quando dorme
põe a mão no coração. 


Entre Tantas outras parlendas... Interessante não é?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

DE ASAS E OLHOS BEM ABERTOS

Acabei de fazer uma resenha sobre "CISNE NEGRO" e logo em seguida, como de costume fui ler o www.criticos.com.br e percebi no texro de Marcelo Janot, uma faceta a qual não tinha observado do filme, pois então colocarei na integra a critica desse querido critico brasileiro:




Por MARCELO JANOT
4/2/2011

Faz parte do ofício do crítico situar o filme historicamente, relembrando parentescos temáticos e estéticos com outras obras cinematográficas. Uma rápida olhada em sites como o metacritic.com, que costuma compilar as críticas publicadas nos Estados Unidos a respeito de determinado filme, pode nos deixar com a impressão de que Cisne Negro é uma mera reciclagem de idéias já utlizadas. Sapatinhos Vermelhos, A Malvada, Carrie, A Estranha, Nasce Uma Estrela e até Showgirls são apenas alguns dos filmes que teriam parentesco com Cisne Negro ou servido de inspiração para Darren Aronofsky e seu trio de roteiristas. Mas a maioria avassaladora das críticas é positiva, com elogios quase unânimes, o que mostra que não há problema algum em retrabalhar certas idéias, desde que a forma seja apropriada.

Curioso não ter encontrado, em nenhuma das críticas lidas ou em entrevistas dos realizadores, uma única menção a De Olhos Bem Fechados, de Stanley Kubrick. O parentesco com a obra derradeira do maior cineasta americano foi o que mais me chamou a atenção no filme, e talvez o que mais me tenha feito apreciá-lo. Se lida apenas como a história de uma talentosa bailarina que precisa ver seu lado “ cisne negro” aflorar para conquistar um papel de destaque, tendo que enfrentar uma concorrente na companhia, a sinopse do filme de Aronofsky pode soar banal, assim cmo a história de um jovem milionário novaiorquino atrás de uma noite de aventuras para se livrar do tédio de seu casamento, vista em De Olhos Bem Fechados.

A odisséia existencial de Bill, o personagem de Tom Cruise, é muito semelhante à enfrentada pela Nina encarnada com brilhantismo por Natalie Portman em Cisne Negro. Cada um com suas particularidades, ambos questionam internamente os modelos de perfeição e felicidade que a sociedade lhes impôs. Em sua viagem errática por bares, lojas de fantasias e orgias secretas, Bill parece vagar por um universo completamente estranho e diferente da Nova York do seu dia a dia. O mesmo se aplica a Nina, a jovem reclusa em nome da disciplina espartana do balé e da paranóia da mãe, uma bailarina que abriu mão de sua carreira por conta da maternidade (idéia reciclada de Momento de Decisão, de Herbert Ross).

Os fantasmas que assombram Nina assustam e seduzem, encontrando eco nos participantes mascarados da orgia onde Bill vai parar. As duas trajetórias desembocam no final catártico e libertador para cada personagem. Os mundos criados por Kubrick e Aronofsky correm em paralelo, encontrando o ponto de interseção no fato de criarem uma atmosfera singular para seus filmes, cada qual a seu modo. Em Kubrick, o minimalismo e o rigor absoluto nos enquadramentos, na música, na ambientação. Em Aronofsky, a grandiloqüência despudorada, o banho de sangue, o frenesi da câmera que funga no cangote da personagem como se lhe impusesse as doloridas e necessárias chagas negras.

Em uma cena-chave de Cisne Negro, o diretor da companhia, vivido por Vincent Cassel, aconselha Nina a liberar seu impulso destrutivo e a buscar a imperfeição para melhor poder encarnar a personagem do cisne negro no balé. É um conselho que o diretor leva ao pé da letra. As imperfeições sublinham a visceralidade de Cisne Negro, e se por um lado incomodam seus detratores, por outro o transformam em uma experiência fascinante para os que forem absorvidos por aquele universo.

CISNE NEGRO (BLACK SWAN)
EUA, 2010
Direção:
DARREN ARONOFSKY
Roteiro: MARK HEYMAN, ANDRES HEINZ, JOHN J. MCLAUGHLIN
Fotografia: MATTHEW LIBATIQUE
Montagem: ANDREW WEISBLUM
Música: CLINT MANSELL, TCHAIKOVSKY
Direção de arte: DAVID STEIN
Figurinos: AMY WESTCOTT
Elenco: NATALIE PORTMAN, VINCENT CASSEL, MILA KUNIS, BARABARA HERSHEY, WINONA RYDER
Duração: 108 minutos
Site oficial: clique aqui



Black Swan - Cisne Negro

Do Diretor Darren Aronofsky (Requein for a Drean ), Cisne Negro é sem sombra de duvidas o filme de drama/suspense mais intenso que via a muito tempo.

Sinopse:

Cisne Negro é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman (V de Vingança )interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpreta por Mila Kunis( O Livro de Eli ).  Cisne Negro faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.

Um drama psicológico caracteristico de Darren Aronofsky, estética noir, nada de ambientes abertos, luz do sol ou ao menos uma corzinha só no figurino... tudo preto e cinza, como a alma de nossa protagonista Nina.

Quem é Nina?

Nina é uma bailarina determinada a atingir a perfeição, diciplinada e invariavelmente insegura, a principio vemos em Nina, uma pureza quase "Sandy" (me perdoem a comparação) mas logo após o 1º turnim point, vemos uma fera com sede de poder a qualquer preço. Começamos a ver uma maniaca depressiva que odeia sua vida e tem paranóia pela perfeição.

Em contra partida, temos a nossa "vilã" Lily, forte, determinada, indiciplinada e irresistivelmente sexy. Com seu jeitinho "Bad girl" e com um quê de "Lolita" Lily desperta em Nina um universo inteiro de conturbações.

Mais que um filme de suspense, Cisne Negro (sitando o Vitor Stefano): 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"Ele é um conturbador mental, impossibilitando qualquer distânciamento dos sentimentos
aflorados e corrompidos pelas imagens, diálogos e trilha sonora.
É a história real de um mundo que nos força a ser perfeito e, 
à toda custa, atingir os objetivos traçados por uma sociedade 
consumista de escremento e derrotas dos concorrentes"
.
A mente de Nina está enegrecendo, necrosando o resto do corpo, destroçando a alma e destruindo seus sonhos, sua mãe perturbada contribui ainda mais para esse pesadelo aumentar.Nina se auto flagela como castigo para a não-perfeição..

. Nina só queria finalmente atingir o ápice, aparecer, ser alguém. 
E para ser alguém no ballet (e na vida), 
só muita perseverança, despertar cedo e ter muito talento.
Mas era a vez de Nina, mesmo com todos os fantasmas que a rodam, 
seja as concorrentes, as amigas, o professor ou mesmo a mãe
, bailarina frustrada. A vida não é nada fácil para Nina. 
Além de todos esses fantasmas, há ela. Nunca percebemos, 
mas sempre o maior inimigo é você mesmo.
(Sitando Vitor Stefano novamente) 











"EXTRAORDINÁRIO"