segunda-feira, 14 de março de 2011

DIVAGAÇÕES SOBRE NOSSO LAR (O FILME) E VIDA APÓS A MORTE


Acabo de assistir ao filme Nosso Lar( Wagner de Assis), baseado em 16 livros de Chico Xavier.
Confesso que ao iniciar o filme tive uma subida vontade de debochar, primeiro porque logo no inicio, quando o personagem André Luiz (Renato Pietro) está no chamado Umbral (uma espécie de purgatório) , me pareceu uma cópia dos momentos vividos pelo personagem Alexandre Toledo (Guilherme Fontes) na novela A Viagem (1994, de Ivani Ribeiro) que foi um grande marco na minha infância, temia aquele lugar onde Alexandre se encontrava, todo aquele sofrimento durante a trama, me pareceu no filme, algo muito superficial e ao mesmo tempo sombrio.
Logo em seguida, quando ele é resgatado pelo Personagem Ministro Clarencio (Clemente Viscaíno) e eles viram feches de luz pelo ar, me lembrou a nuvenzinha do Goku de Dragon Ball.
Logo que eles chegam a cidade intitulada “Nosso Lar” fiquei imaginando, que se fosse uma animação, tudo seria melhor enredado, pois o excesso de “brancos” e “Acrílicos” dava uma aparência lúdica forçada ao set.
Mas aos poucos, naquele vai-e-vem da vida terrena de André Luiz com sua jornada no “ Nosso Lar” fui me apegando ao enredo, fui me envolvendo na história e pelo período do filme, esqueci das minhas convicções, e torci para que aquele mundo realmente existisse.

È bonito pensar que após tanto sofrimento na terra, todos os seres humanos, terão direito a redenção, a aconchego e a uma nova vida, sem medos e anseios, com possibilidades de reencontrar a família e ter uma nova chance de viver, cada vez de uma maneira mais correta e pura.

Mas existem 02 frases, que não saem da minha mente, e posso dizer, sem sombra de dúvidas que fazem parte das minhas convicções.

“Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.” (Willian Shekspeare)

E

“As pessoas devem assumir a responsabilidade pelos seus atos, e procurarem a felicidade nesta vida terrena, ao invés de aceitarem os tormentos das injustiças sociais em procura de uma vida eterna de caráter duvidoso.” (não conheço o autor)

Dessa forma pois, eu gostaria de ter essa fé no Além morte, acho muito poético e de certa forma até mesmo consolador, mas acho que temos que viver aqui onde estamos, e sermos os mais corretos possíveis, viver em plenitude porque é assim que queremos viver, e não para barganhar um lugar ao sol.