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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Black Swan - Cisne Negro

Do Diretor Darren Aronofsky (Requein for a Drean ), Cisne Negro é sem sombra de duvidas o filme de drama/suspense mais intenso que via a muito tempo.

Sinopse:

Cisne Negro é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman (V de Vingança )interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpreta por Mila Kunis( O Livro de Eli ).  Cisne Negro faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.

Um drama psicológico caracteristico de Darren Aronofsky, estética noir, nada de ambientes abertos, luz do sol ou ao menos uma corzinha só no figurino... tudo preto e cinza, como a alma de nossa protagonista Nina.

Quem é Nina?

Nina é uma bailarina determinada a atingir a perfeição, diciplinada e invariavelmente insegura, a principio vemos em Nina, uma pureza quase "Sandy" (me perdoem a comparação) mas logo após o 1º turnim point, vemos uma fera com sede de poder a qualquer preço. Começamos a ver uma maniaca depressiva que odeia sua vida e tem paranóia pela perfeição.

Em contra partida, temos a nossa "vilã" Lily, forte, determinada, indiciplinada e irresistivelmente sexy. Com seu jeitinho "Bad girl" e com um quê de "Lolita" Lily desperta em Nina um universo inteiro de conturbações.

Mais que um filme de suspense, Cisne Negro (sitando o Vitor Stefano): 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"Ele é um conturbador mental, impossibilitando qualquer distânciamento dos sentimentos
aflorados e corrompidos pelas imagens, diálogos e trilha sonora.
É a história real de um mundo que nos força a ser perfeito e, 
à toda custa, atingir os objetivos traçados por uma sociedade 
consumista de escremento e derrotas dos concorrentes"
.
A mente de Nina está enegrecendo, necrosando o resto do corpo, destroçando a alma e destruindo seus sonhos, sua mãe perturbada contribui ainda mais para esse pesadelo aumentar.Nina se auto flagela como castigo para a não-perfeição..

. Nina só queria finalmente atingir o ápice, aparecer, ser alguém. 
E para ser alguém no ballet (e na vida), 
só muita perseverança, despertar cedo e ter muito talento.
Mas era a vez de Nina, mesmo com todos os fantasmas que a rodam, 
seja as concorrentes, as amigas, o professor ou mesmo a mãe
, bailarina frustrada. A vida não é nada fácil para Nina. 
Além de todos esses fantasmas, há ela. Nunca percebemos, 
mas sempre o maior inimigo é você mesmo.
(Sitando Vitor Stefano novamente) 











"EXTRAORDINÁRIO"

terça-feira, 13 de julho de 2010

Uma Homenagem ao Brilhante Paulo Moura



 

1933

Em 15 de julho de 1932, na Cidade de São José do Rio Preto, interior do Estado de São Paulo,
nasce Paulo Moura, filho de Pedro Gonçalves de Moura e de Cesarina Cândida de Moura:

1941

Precocemente, aos nove anos, Paulo Moura pede para estudar música, encantado pelas fotos de seus irmãos nos programas dos shows dos Cassinos do Rio, regularmente enviadas para a família. Ganha do seu pai a primeira clarineta. 

1945

A família Moura chega ao Rio de Janeiro, para morar na Rua Barão de Mesquita 363 , na Tijuca.


1951

Primeiro trabalho de músico com carteira assinada: é contratado como primeiro saxofonista solista da Orquestra de Oswaldo Borba, pela Rádio Globo. Grava no estúdio da Odeon:

Três meses depois a orquestra se transferia para a TV Tupi, com um número reduzido de músicos.
Com o Prof. Paulo Silva aprende Harmonia, pagando aulas particulares com seus primeiros ordenados.

Ainda tocando na TV Tupi, Paulo Moura serve ao Exército na Cavalaria de Guarda de São Cristóvão
Participa, na RCA Victor, de gravações com Zaccharias e sua Orquestra, como primeiro saxofonista, acompanhando os cantores Nelson Gonçalves, Dircinha Batista, Núbia Laffayete, Carlos Galhardo e Gilberto Alves.

Toca sob a regência do Maestro Leonard Bernstein, que veio a Rio para conduzir e interpretar obras suas e de Gershwin ("Rapsody in Blue"): 

1952

Deixa a Orquestra de Oswaldo Borba e as gravações com a Orquestra do Maestro Zaccharias, para acompanhar a Orquestra de Ary Barroso ao México, em sua primeira viajem internacional com duração de dois meses. Na volta ao Rio de Janeiro, retoma os estudos de clarineta para diplomar-se na Escola Nacional de Música:

O Prof. Jayoleno dos Santos insiste para que Paulo Moura , já graduado em clarineta na Escola Nacional de Música, curse ainda um ano no Conservatório de Música de Niterói para obter o diploma de Professor de Clarineta.

Em concursos promovidos por Paulo Santos, apresentador dos programas "Concertos Sinfônicos" e "Em tempo de Jazz" da Radio Mec, Paulo Moura foi premiado como Melhor Clarinetista e Melhor Saxofonista: 

1953

Após a série de shows com Ary Barroso, no Teatro Lírico da Cidade do México, onde também se apresentava Agustín Lara (compositor de "Granada") – os dois grupos revezando-se em duas sessões por noite –, viajou para Nova Iorque com o trompestista Julio Barbosa:

1956

Essa notoriedade permitiu a Paulo Moura organizar sua primeira orquestra, para se apresentar na Rádio Jornal do Brasil, às segundas feiras à noite. Além dos 5 sax, 4 trompetes e 3 trombones, baixo e piano, a orquestra tinha como destaque o baterista Edson Machado e a guitarra elétrica de Durval Ferreira. Admirador das Orquestras de Zaccharias e de Severino Araújo, lideradas por clarinetistas, Paulo Moura, aos 23 anos, escrevia os arranjos, escolhia o repertório e ensaiava músicos que depois se tornariam, como ele, destaques da musica instrumental. Com esta orquestra fez alguns bailes em clubes e cobria as folgas da orquestra do "Dancing Brasil". Gravou um LP de 33’ no Estúdio da Sinter, que se tornou Phonogram e depois Polygram: "Escolha e dance com Paulo Moura e sua Orquestra de Danças".

Paulo Moura percebe então que buscava um caminho já esgotado - as orquestras para dança nos moldes americanos do swing como as de Benny Goodman, Artie Shaw e Woody Herman:  

1957

É a época dos grandes maestros arranjadores da Radio Nacional: Lírio Panicalli, Radamés Gnatalli, Leo Peracchi, Guerra Peixe e Moacir Santos, e de músicos como o violonista Menezes, o baterista Luciano Perrone, Chiquinho do Acordeon e Jacó do Bandolim. Os irmãos mais velhos de Paulo Moura, José, Alberico e Waldemar, já eram contratados da Orquestra da Radio Nacional desde o início da década 50. Ali estavam os melhores músicos da cidade:  
 1958

Devido à grande quantidade de solicitações de arranjos para os cantores da Rádio Nacional, o maestro Moacir Santos começa a dividir a tarefa com seu aluno Paulo Moura, em quem percebe dedicação e empenho para desenvolver-se em todas as tarefas disponíveis para um músico profissional. Logo depois, segue aprimorando-se como arranjador com o Maestro Cipó.

Durante a Guerra Fria, época na qual Paulo Moura se profissionalizava, havia vários e dedicados simpatizantes da causa comunista na Rádio Nacional. Mas não era fácil manter um intercambio entre Brasil e Rússia, porque os músicos e cantores temiam o “fichamento pela censura” o que os impediria de obter posteriormente um eventual visto americano, e “ fazer a América” como a maioria sonhava. Por isso houve dificuldades na formação de um grupo de músicos para acompanhar os cantores Nora Ney, Jorge Goulart, Dolores Duran, Maria Helena Raposo numa excursão pelo território soviético. Paulo Moura resolve enfrentar o desafio: torna-se diretor musical e regente da jazz band com 3 trompetes, 2 trombones, 1 flauta, 5 saxofones, 15 violinos, 3 violas, 2 cellos, bateria, piano, baixo e guitarra, com arranjos de Radamés Gnatalli, Maestro Gaya e de sua própria autoria.

O sax tenorista Moacyr Silva, seu colega na orquestra do Maestro Zaccharias, havia gravado um LP só com standards americanos pelo selo Musidisc, acompanhado por piano baixo e bateria. Um sucesso nas vitrolas em festas de casa de família, que sem recursos de contratar as grandes orquestras, deliciavam-se dançando aos pares ao som de Bob Fleming, pseudônimo que a gravadora sugeriu, para “americanizar” o seu produto fonográfico. De volta ao Brasil, é a vez de Paulo Moura, seguir este mesmo caminho: grava seu primeiro LP pela RCA, "Sweet Sax ", sem aceitar , no entanto, usar um pseudônimo americano. Os arranjos são dos Maestros Cipó, Gaya, Moacir Santos e Nelsinho: "Nel blue de pinto di blue", "Temptantion", "Out of nowhere" e temas do musical "My Fair Lady" são alguns dos hits do momento que fazem parte do repertório.

1959

Paulo Moura inicia sua trajetória no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde entra por concurso: ganha a vaga de clarinetista em primeiro lugar, executando a "Primeira Rapsódia" de Debussy. A partir de então torna-se um expert apaixonado do repertório erudito das salas de concerto, óperas e balés, tocando sob a regência de Eliazar de Carvalho, Karabtchevsky, Stravisnky, Leonard Bernstein, entre outros.
.
O LP "Tangos e Boleros” é lançado pela gravadora Chantecler com seus solos no sax alto e clarineta sobre playbacks de gravações lançadas anteriormente por cantores, como Ângela Maria, Albertinho Fortuna e Nuno Roland.

Quando o Hotel Copabana Palace convida cantores americanos para seus shows no Golden Room, onde se apresentam com orquestras brasileiras arregimentadas por Moacir Silva, Paulo Moura é o primeiro saxofonista, acompanhando Lena Horn, Cab Calloway, Nat King Cole, Ella Fitzgerald, Sammy Davis Jr, Marlene Dietrich, entre outros. Devido ao acúmulo de atividades, passa a ter que indicar substitutos para honrar seus compromissos no Theatro Municipal e nas grandes orquestras populares. Esse dilema dura até 1978, quando Paulo Moura resolve se afastar da Orquestra do Theatro Municipal para dedicar-se exclusivamente à carreira solo.

1960

"Paulo Moura interpreta Radamés Gnatalli" é lançado com composições especialmente escritas para ele pelo excepcional maestro que o acompanha ao piano, ao lado de Pedro Vidal no contrabaixo, Trinca na bateria e Baden Powell no violão:

Paulo Tapajós, diretor da Radio Nacional e da gravadora Continental encarregou-se da gravação. Curiosamente, o lançamento deste LP acontece ao mesmo tempo, no mesmo dia e no mesmo programa de televisão da TV Tupi que o LP "Chega de Saudade" de João Gilberto. 

1962
Em Nova Iorque, nesta ocasião é gravado o LP "Cannonball Adderley e o Bossa Rio". Cannonbal Adderley era o mais destacado saxofonista alto jazzistico americano daquele período. 


Paulo Moura faz uma série de arranjos para Elis Regina , em seu primeiro LP, com destaque para as canções : "João Valentão" de Dorival Caymmi e "Menino das Laranjas" de Théo Lima.


1964
Sai, pela CBS, "Edison Machado é samba novo", uma das mais elogiadas gravações de bossa nova instrumental, com quatro faixas de Paulo Moura como arranjador, entre elas: "Só por amor".
Nasce Pedro, primeiro filho de Paulo Moura, em novembro de 1964. Seu nome homenageia o avô Pedro Moura.

1966

Inicia a estreita amizade com Wagner Tiso, a quem convida para integrar o quarteto do baterista Edison Machado, em subsituição à Osmar Milito, que deixava o grupo para viver em Los Angeles.

1968
Em apresentação inédita no Brasil, Paulo Moura e sua Orquestra de Música Popular trazem para uma sala de concerto, no Rio de Janeiro (Sala Cecília Meirelles), o "Ebony Concert" para jazz orchestra de Igor Stravinsky. 

1969

"Paulo Moura e quarteto" com Wagner Tiso, Luis Alves e Paschoal Meirelles é lançado pela gravadora Equipe, no momento em que há uma retomada da bossa nova, agora voltada para o público mais sofisticado e amante do jazz. A este mesmo grupo reúnem-se Oberdam Magalhães (sax tenor), Constâncio ( trombone) e Darcy da Cruz ( trompete), e como "Hepteto Paulo Moura" lança mais três LPs: "Mensagem", "Pilantocracia" e "Fibra". Neste último, Marcio Montarroyos substitui Darcy da Cruz e Robertinho fica no lugar de Paschoal Meirelles:

Estes trabalhos tinham intenção de dar seqüência a um som instrumental da bossa nova, inspirado na sonoridade dos Jazz Messangers e Horace Silver.

Regendo uma orquestra que incluía o seu Hepteto acrescido de 4 violas e 4 cellos, Paulo Moura acompanhando Maysa, estréia o primeiro show de música popular no Canecão, que até esse momento era apenas uma casa de dança com música ao vivo.  

1971

"Mandrake", parceria de Paulo Moura e Wagner Tiso, é sucesso de execução nas rádios do Rio de Janeiro.

Paulo Moura conduz a grande orquestra que acompanhou Milton Nascimento no show gravado ao vivo "Milagre dos Peixes", nos Teatro João Caetano (Rio) e no Theatro Municipal de São Paulo. 

1975

É convidado a reger a orquestra que acompanha Sergio Mendes numa temporada que se inicia no Teatro Manchete e se estende para o Theatro Municipal do Rio e Anhembi (São Paulo). 

1976

Destaque do ano: "Confusão Urbana Suburbana e Rural" é lançado pela RCA Victor, com produção de Martinho da Vila, com que Paulo Moura tocava pelo mundo afora. Este LP, considerado um marco da musica instrumental popular brasileira, fascina o público e a crítica especializada ao misturar percussão afro- suburbana a instrumentos de sopro de big bands e aos chorões. "Dia de Comício", "Carimbó do Moura", "Dois sem vergonha" com Wagner Tiso, e o "Tema do Zeca da Cuíca", com Tiso e Martinho, são de sua autoria. 

1978
A convite do Maestro Julio Medaglia escreve e rege ua peça para Orquestra Sinfônica e Bateria de Escola de Samba - Variações sobre Cartola, para a inauguração da cobertura da quadra da Estação Primeira da Mangueira 
Compõe a trilha sonora para o filme “A Lira do delírio” de Walter Lima Junior , também preenchida com trechos do LP "Confusão Urbana, Suburbana e Rural"
Ao lado de Waldyr Azevedo, Abel Ferreira, Zé da Velha, Joel Nascimento e Copinha participa das duas temporadas do "Choro na Praça", no Teatro João Caetano, registrado ao vivo pela Polygram.

1981

Paulo Moura grava o "Consertão" pela Kuarup , depois de extensa e bem sucedida temporada nacional com Arthur Moreira Lima no piano, Heraldo do Monte no violão e o trovador baiano Elomar Filgueira de Melo no vocal. 

1982

Para o "Festival da Paz", em Guadalupe, escreve "Diálogos para a paz mundial" com Alex Meirelles, pianista, que será posteriormente incluída em seu LP "Gafieira Etc e tal", gravado pela Kuarup.
Faz a direção musical do filme "O bom burguês", de Oswaldo Caldeira.
Com Arthur Moreira Lima, Raphael Rabello e Joel Nascimento lança o choro, em apresentação no Lincoln Center, em Nova Iorque.
O filme “Parahyba mulher macho” de Tizuka Yamazaki tem trilha sonora de sua autoria.
Estréia a "Gafieira do Circo Voador", no Arpoador (Rio), transferida posteriormente para a Lapa.
Destaca-se no Festival Internacional de Jazz de Berlin. 

1983

Paulo Moura inicia a arceria com Clara Sverner que se estende em apresentações pelo Brasil e pelo exterior, gravando juntos uma série de discos: "Encontro", "Vou vivendo", "Clara Sverner e Paulo Moura 
 interpretam Pixinguinha" e "Cinema Odeon", este último apenas em edição não comercial. 

1984

"Mistura e Manda", gravado pela Kuarup, torna-se uma referência nacional e internacional, tal como anteriormente "Confusão Urbana Suburbana e Rural", ao reunir um repertório dançante de Gafieira, com uma mescla de instrumentistas e gêneros musicais: Zé da Velha ( trombone), Mané do Cavaco(cavaquinho), Jorginho do Pandeiro, Maurício Carillho ( violão), Raphael Rabello (sete cordas), Cesar Farias (violão) e Joel do Nascimento ( bandolim). A esta formação tradicional de choro, Paulo Moura acrescenta mais dois cavaquinhos (Carlinhos do Cavaco e Jonas Pereira) e dois percussionistas (Neoci de Bonsucesso e Jovi Joviniano), registrando assim sua concepção de choro afro-brasileiro, "choro negro". 

1985

Em Juan-les-Pins, Antibes (sul da França), lidera uma banda formada por Zé da Velha (trombone), Raphael Rabello (sete cordas) e Jacques Morelenbaum (cello), na mesma noite que reuniu os shows de Tom Jobim e de João Gilberto.
Em parceria com Alex Meirelles e Paulo Muylaert, compõe a trilha sonora do filme "Rato Rei", de Silvio Auttuori. 

1986
Para gravar o CD "Gafieira Etc e Tal" pela Kuarup, Paulo Moura traz o grupo com o qual tocava nas Gafieiras do Parque Lage.
Apresenta-se no "Free Jazz Festival" e viaja para Paris, Nova Iorque, ampliando o conceito de musica de Gafieira, da qual torna-se a vertente contemporânea.
É arranjador, diretor de orquestra e solista convidado no programa "Um toque de classe" da TV Manchete, concebido e apresentado pelo pianista Arthur Moreira Lima. 

1988

No ano dedicado aos 100 anos de Abolição da Escravidão no Brasil, rege, a convite da Secretaria da Presidência da República, a Orquestra Sinfônica de Brasilia num programa comemorativo, na Sala Villa-Lobos, em Brasília, perante autoridades nacionais e internacionais; no repertório, uma peça de sua autoria, especialmente composta para a celebração, "Arredores da Lapa", tendo como solista o percussionista Reppolho.
Apresenta-se no "Olympia" de Paris com o repertorio do "Quarteto Negro", lançado pela Kuarup, do qual fazem parte Jorge Degas (baixo elétrico), Djalma Correia (percussão) e Zezé Motta (cantora e atriz).
Nelson Motta convida Paulo Moura para o primeiro show de lançamento de Marisa Monte, no Canecão. O encontro dos dois em “ Negro Gato” está registrado em DVD da cantora. 

Nasce Domingos, em 31 de julho de 1988, seu filho com Halina Grynberg 

1991

"Paulo Moura e Ociladocê interpretam Caymmi" é lançado pela Chorus Music e tem um belo clip produzido por Tizuka Yamazaki e seus alunos da CAL.
Compõe a trilha sonora de "Lindolfo Collor", um Especial da TVE. 

1992

"Rio Nocturne", produzido pela Messidor, é gravado na Alemanha, com a participação de Jorge Degas ( baixo) e do percussionista alemão Andréas Weiser, e apresentado no "Montreux Jazz Festival".
"Dois Irmãos", gravado com Raphael Rabello, é lançado pela Caju Music. Por esse CD de rara beleza que até hoje permanece inscrito nos catálogos internacionais de música, Paulo Moura recebe o Prêmio Sharp de Melhor Instrumentista Popular de 1992.
Rege a "Suíte Carioca", peça para Orquestra Sinfônica, grupo instrumental de jazz e coral de 150 vozes infantis, que compôs para a inauguração dos eventos da ECO-92 no Rio de Janeiro, a convite do prefeito Marcello Alencar. 

1996

O selo Tom Brasil lança "Paulo Moura e Wagner Tiso", uma compilação de interpretações ao vivo de ambos, realizadas durante as excursões da série "Brasil Instrumental CCBB".
Assume a presidência da Fundação Museu de Imagem e Som: 

1997

No filme "Navalha na Carne" de Neville de Almeida, tendo Vera Fisher como protagonista, Paulo Moura faz uma participação especial, interpretando um músico de rua no bairro de Santa Teresa.

O "Festival Internacional Paulo Moura" é criado em sua cidade natal, São José do Rio Preto, por iniciativa do prefeito Liberato Caboclo, carioca de nascimento e riopretense por adoção. Passam por este festival como convidados: a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra de Câmara de Genebra, Wagner Tiso, Djavan, Leny Andrade, Oscar Castro Never, Paquito D’Rivera, entre outros. Dá nome a uma praça.
   
1998

Realiza "Paulo Moura visita Gershwin e Jobim", uma bem sucedida série de shows no Sesc Vila Mariana (São Paulo), Sala Cecília Meirelles (Rio de Janeiro) e nos Festivais de Jazz de Maceió e Tel Aviv (Israel). Nesse inusitado projeto musical, Paulo Moura revela os matizes negros dos dois grandes compositores/pianistas. A vertente judaica de Gershwin transparece nos arranjos "klezmer", feitos por Cliff Korman e Paulo Moura. O show é gravado ao vivo no estúdio do Sesc Vila Mariana. 

 1999

Gravado ao vivo, em apenas duas apresentações, no Teatro Carlos Gomes do Rio de Janeiro, o CD "Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas", lançado pelo selo Rob Digital, recebe o Premio Sharp de Melhor Grupo Instrumental e de Melhor Solista. A faixa "Urubu Malando" é incluída como tema do protagonista da novela "Torre de Babel", da TV Globo.
Com Cliff Korman, com o qual mantém sólida parceria, grava ao vivo, no Festival de Gênova, um repertório que reúne de Pixinguinha a Duke Ellington: o CD "Mood Ingênuo" é lançado na Europa e nos Estados Unidos. 

2000

Ganha o Primeiro Grammy Latino para Música de Raiz com seu trabalho "Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas” (Rob Digital).
Interpreta o papel de Zé Espinguela, músico popular que influenciou Villa-Lobos na sua aprendizagem de choro, no filme “Villa-Lobos uma vida de paixão”, de Zelito Viana. 

2001

Grava, pela Rob Digital, o CD "K-Ximblues", que vem a receber o Prêmio Rival-BR como melhor produção indepedente:

2003

É lançado, pelo Selo Rádio MEC, o CD "Estação Leopoldina", uma incursão de Paulo Moura pelo celeiro de sambas instrumentais dos subúrbios servidos pela rede ferroviária da Leopoldina, que é indicado ao Grammy de 2003. 

2004

O selo Biscoito Fino acolhe a parceria de Paulo Moura e Yamandu Costa em "El Negro Del Blanco".


2005

Paulo Moura recebe o Prêmio Tim de Melhor Solista Popular por sua interpretação no CD "El Negro Del Blanco".
Participa do documentário "Brasileirinho", dirigido por Mika Kaurismaki e produzido por Marco Forster, com enorme repercussão no Festival de Filmes de Berlim, e em Marseille, na França. 


2006
Este ano de 2006 sido pleno de experimentações bem sucedidas.
Em junho foi lançado pela Biscoito Fino o Cd "Dois Panos para Manga", onde Paulo Moura reune-se ao amigo de adolescência João Donato para um belíssimo passeio pelo repertorio do Sinatra Farney Fã Club. Resultado: um trabalho musical que chama atenção, desde o início, pelo contraste com as verdadeiras paredes sonoras da maior parte dos lançamentos mais recentes - inclusive de música instrumental. É um prazer diferente poder conferir as sutilezas, os silêncios, os sons e a simplicidade da união entre piano, clarineta, ressoando experiência e sensibilidade e plenos de virtuosismo.

Década de 50 recuperada, Paulo Moura lança-se ao futuro em "Samba de Latada", CD com Josildo Sá, canto ascendente da música popular de Pernambuco. Assim, em outubro é lançado este projeto, por enquanto apenas no NE, onde Paulo Moura toca como se estivesse animando um samba numa latada, numa noite enluarada num sítio no meio do mato "aparceirado" com Josildo Sá e sua esplendorosa voz sertaneja roufenha , o fraseado certeiro.
E agora, mais uma parceria. Com o jazzista americano apaixonado pela música Cliff Korman, temos o Gafieira Jazz. Como se Pixinguinha e Duke Ellington tivessem marcado um encontro no céu para uma jazz session regada à brasilidade - distribuído pela Rob Digital.







2007
Em maio de 2007 surpreende com o Cd Samba de Latada, trazendo o som dos sambas -forrós do sertão pernambuco para o cenário nacional, parceiro com a pesquisa e a voz do requintado forrozeiro Josildo Sá de Recife.

Tem 04 de seus trabalhos históricos reeditados> a Biscoito Fino relança em Cd os Sons de Caymmi enquanto a Atração Music inaugura a série Galeria com Hepteto, Quarteto e Fibra e a Livraria Fnac na Avenida Paulista em SP faz grande vitrine com estas capas, em sua homenagem. 

2008
A variedade de eventos marcantes deste ano confirma a versatilidade produtiva de Paulo Moura.
Em abril no Teatro St Isabel de Recife, é gravado pela TV Globo Nordeste, na série Projetos Especiais, o programa Samba de Latada. Dividindo a autoria do movimento com o cantor Josildo Sá, faz a direção musical do DVD. O programa foi veiculado em dezembro, pelas afiliadas Globo no nordeste do Brasil e no exterior.
O Cd Para cá e Pra Lá é indicado ao Grammy Latino 2008, na categoria de melhor Cd Instrumental.
A Atração Music lança: Pilantocracia. É o quarto Cd do revival da série de gravações realizadas em diferente selos, entre os anos de 1968 e 1974. Neste conjunto de obras Paulo Moura reformata as bases do Jazz Brasiliero Instrumental com repertório integralmente nacional, onde a percussão brasileira e seus desenhos ritmicos são o destaque nos arranjos.
Em outubro é agraciado com a Medalha de Honra ao Mérito Cultural, comenda da Presidência da República. Em seguida parte para uma turne em Israel com shows em Haifa e Tel-Aviv e lecionando workshops para estudantes do Conservatório e musicos profissionais.
A experiência de tocar com Paulo Moura, aprendendo a tradição da improvisação e a ritmica brasileira, e comparado-a aos standards americanos, faze a alegria dos jovens.
É Paulo Moura fazendo história.

2009
Paulo Moura excursiona para Tunísia e o Equador. Sua música é recebida com grande repercussão na imprensa internacional que o considera Embaixador da Musica Instrumental Brasileira.

Em julho lança o Cd AfroBossaNova, em parceria com o guitarrista baiano Armandinho ( Armando Macedo).
Musicalmente orignal, eis a definição do encarte:

"AfroBossaNova. É um amálgama, combinação tão estreita de elementos diferentes, que os tornamos inseparáveis. Quando nomeamos algo, lhe damos existência. E, no mesmo ato, lhe atribuímos qualidades (e talvez, defeitos) de algum outro ou de si mesmo. Fusão de sons e cores. Convocação. Inventamos, ao reinventar.

AfroBossaNova. Talvez seja uma forma de ver a paisagem. Pode ser o mar, as montanhas. As gentes.
É dia de festa com o sol. O barquinho desliza suavemente no macio azul do mar, ilhas do sul. Há uma calma neste verão entre Copacabana e Ipanema. Depois, o banquinho, um violão, o uisquinho de estimação, meu amor e uma canção. Esta chuviscando na roseira. Chuva boa, criadeira, molha a terra, enche o rio, limpa o céu, traz o azul. Menescal. Boscoli. Jobim. Vinícius. Nara Leão. E da janela vê-se o Corcovado, o Redentor. Que lindo!

Madrugada. Em barco negreiro, soprado ao ouvido o samba atravessou mares. Companheiro inseparável embriaga os sentidos. Dolente, rima sedução, aflição e gratidão ao santo que veio da Bahia. Vão jogar rosas no mar. Quem samba fica, quem não samba vai embora: ‘Abram alas para o morro.’ O tamborim e cem e mil vão batucar, a cidade toda vai cantar. Silas De Oliveira. José Bispo. Mano Décio. Tião Motorista. Jamelão. Valei-me Nossa Senhora, São Benedito. Que lindo!

Neste Cd tudo é deslocado: o tempo, o sotaque, os batuques. Menos o tom, que continua Jobim. E a rima, que é feita de palmas vivas aos instrumentistas. Temeridade. Coisa de craques.
O mouro Paulo, a translúcida clarineta, maestro do impossível, rege violinos e metais com a percussão de escolas de samba em salas de concertos refinadas, sussurra polirritmias em improvisos eruditos, enquanto desenha harmonias num sopro que traz pedacinhos do céu as pistas de gafieira.
Armando, herdeiro instrumental de Dodô e Osmar, um virtuose de face e cabelos claros, empunhando bandolim e sua guitarra baiana imprevisível, arrasta carnavais, Salvador afora, uma multidão/pipoca, reinando de cima de um caminhão onde o Trio é Elétrico e o som é matéria de alegria.

Convenção: bossa nova como fusão de samba com jazz west-coast é uma parte da lenda. A midiatizada. Aquela que relegou dos palcos e gravações os instrumentos do samba tradicional (pandeiro, cuíca, berimbau, agogô, congas, bandolim) e os instrumentistas de origem afro-brasileira.
Reparação: ritmos dos terreiros de candomblé e o jazz hard-bop revigoram a lírica de Jobim.
Confusão urbana, suburbana e inter-racial.

E o maestro soberano, Antonio Brasileiro, cai na farra."

Sucesso imediato de vendas. 
12/07/2010 - Morre.




Trechos Biográficos tirados do site: www.paulomoura.com

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Homenagem ao Dia Mundial do Rock

Como muitos sabem, amanhã, dia 13 de julho é o dia mundial do Rock. Mas poucos sabem de fato como ele surgiu.

Encontrei hoje através do Twitter, um post muito bacana que foi publicado no site Comotudofunciona.

Segue abaixo uma edição minimizada do que está no site. (que está bem mais completo e vale a pena conferir)


Os verdadeiros pais do rock

Caso o rock não seja realmente o filho pródigo do Diabo, ele tem inúmeros pais e diferentes datas de nascimento. A única certeza é sobre o seu local de concepção, gestação e parto: o sul dos Estados Unidos da América.
Uma das versões para o nascimento do rock diz que ele surgiu oficialmente com “(We’re Gonna) Rock Around the Clock”, gravada por Bill Halley & His Comets, em 1954, e escrita por compositores veteranos do Tin Pan Alley, distrito de Nova Iorque que reunia os escritórios dos compositores e editores de música e entretenimento.
A canção, que somente se tornaria um sucesso no ano seguinte, ao se transformar na canção-tema do filme “Sementes da Violência” (Blackboard Jungle, dirigido por Richard Brooks, 1955), era um autêntico rock'n'roll feito para brancos.
Mas três anos antes da gravação de “(We’re Gonna) Rock Around the Clock”, o Dominoes, o mais famoso grupo negro dos Estados Unidos na época, lançou “Sixty Minute Man”. Segundo o escritor e historiador Nick Tosches, este foi o primeiro disco realmente de rock'n'roll a entrar nas paradas de sucesso. Na verdade, desde os anos 40 a música popular negra norte-americana já se aproximava do rock'n'roll. Outro disco de autêntico rock lançado por um grupo negro em 1951, portanto três anos antes do rock branco de Bill Halley, foi “Rocket 88”, pela banda de Ike Turner. Mas tanto para o Dominoes quanto para Ike Turner, e tantos outros negros que já faziam rock’n’roll nos Estados Unidos, a cor da pele era um obstáculo para serem reconhecidos e conquistarem o mercado dominado por uma cultura branca e preconceituosa.
No entanto, tudo começaria a mudar em 5 de julho de 1954. Para muitos, esta é a verdadeira data do nascimento do rock. 
Nesse dia, Elvis Presley fez a sua primeira gravação profissional. Nos estúdios da Sun Records, em Memphis (EUA), o produtor Sam Phillips ouviu na voz do jovem cantor branco de 19 anos algo finalmente diferente. Duas semanas depois sairia o primeiro disco do futuro rei do rock com as canções “That’s All Right” e “Blue Moon of Kentucky”. Elvis conseguia aproximar as culturas negras e brancas, com sua voz, seu rebolado, seu estilo e suas influências do blues, do country e do Gospel.
Assim, o rock nasceu verdadeiramente em algum momento entre 1951 e 1954. Mas até chegar lá, houve um longo processo de gestação que começou na virada do século 19 para o 20, com os primeiros acordes do jazz de Nova Orleans e do blues do Delta do Mississipi. Nick Tosches mostra que o termo rock’n’roll começou a ser empregado na década de 20 em alguns blues com uma conotação claramente sexual, como na gravação do Southern Quartet para “My Man Rocks Me (With One Steady Roll)” – algo como “Meu Homem me Balança (Com um Ritmo Forte). Nas décadas seguintes o uso do termo como metáfora sexual ou como um ritmo sensual se espalhou e tornou-se popular entre os negros norte-americanos e comum nas canções de blues, jazz e jump-blues. Paralelamente, a música country começou também a caminhar em direção ao rock’n’roll. No começo dos anos 50, todos esses gêneros por diferentes caminhos já haviam se entrelaçado e constituído um novo e poderoso estilo na música popular.
O nome rock’n’roll, apesar de já conhecido entre os negros, somente se tornaria popular a partir do programa noturno de rádio “Moondog Rock and Roll Party”, do radialista Alan Freed, transmitido a partir de 1952, primeiro de Cleveland e depois de Nova Iorque.
Quando Freed transmitiu seu primeiro programa, os Estados Unidos, e depois os países sob a influência deste, eram terreno fértil para o novo ritmo. Além de dançante e sensual, o rock era rebelde o suficiente para agradar a uma nova classe de consumidores que emergia com a expansão econômica americana: os adolescentes. Os ganhos tecnológicos e econômicos logo após o fim da Segunda Guerra Mundial provocaram uma euforia consumista, que contagiou os adolescentes e os colocou na condição de consumidores de entretenimento, moda e artes.
Um pouco mais à frente, eles seriam também produtores nessas áreas. A adolescência constituiu-se então como um fenômeno cultural, identificada com a contestação dos valores dominantes, com o questionamento das autoridades dos pais e das instituições (família, escola, religião etc) e com a busca da liberdade em todos os campos, no amor, no sexo, na linguagem, no trabalho. O rock era perfeito como trilha sonora para a adolescência. Ele era profano, sensual, rebelde e provocativo o bastante para expressar todas as aspirações da juventude.

Para se aprofundar mais, acesse :http://lazer.hsw.uol.com.br/rock1.htm
E para os apreciadores do Rock Nacional: http://lazer.hsw.uol.com.br/melhores-rocks-nacionais.htm

E VIVA O ROCK N ROLL!!!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Rauzito, Eterno

Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989) foi um cantor, compositor, produtor e músico brasileiro, é considerado por muitos o maior representante do rock brasileiro.

(Wikipédia)

Raul Seixas, para mim, sua humilde fâ, era muito mais do que cantor, produtor, compositor e musico brasileiro.
Raul Seixas é sinonimo de idealismo, fé e fidelidade aos seus principios.
Hoje. dia 28 de Junho de 2010 Raul completaria 65 anos de vida. Não sei se por conhecidencia, Raul nasceu nos famosos 1945. Onde acabara a 2º guerra mundial, nasceu em meio a uma época conturbada e foi adolescente da ditadura militar, talvez por isso seu sentimento revolucionário.

Mas mais que isso, Raul Seixas foi um profetizador de seus ideais, ele poderia ter se mostrado ao mundo de várias formas, mas ele escolheu a arte para fazer-se ouvir!

Durante os seus anos de sucesso em vida, ele estudou sobre muita coisa. Nunca se deixou levar pela cabeça dos outros e sobretudo, propagava com veemencia as suas verdades.


Por isso ele se tornou imortal. Raul morreu em 1989 quando eu tinha apenas 03 anos de vida.




Raul tem uma legião de fâs até os dias de hoje, que choram e gritam ao ouvir suas musicas.
Que cantam em coro nos bares do Brasil, e que sentem que tem mais verdades naquelas letras, do que em uma vida inteira.
Muitas vezes não sabemos ao certo porque as letras dele mexem tanto.
Talvez seja porque ela mexem diretamente com nossas almas.

domingo, 30 de agosto de 2009

Across The Universe


Acabo de Assistir "Across the universe"Puxa vida, que filme.

Across the universe é um filme sobre Paz, amor, Luta e Ideais.

Passa-se no final da decada de 60 e vai até meados de 70.

A história tem como personagem principal as canções dos Beatles
que ao longo de toda a trajetória do filme é pano de fundo e traz ao mesmo
tempo um sentido unico para cada cena.

As musicas são lindamente interpretadas por atores/cantores desconhecidos (com exeção do
Joe Coquer e do Bono )
Os toques de psicodelia da fotografia e edição dão um toque ainda mais apaixonante para
a produção.

nós, enquanto espectadores, nos enchemos de nostalgia, mesmo os que como eu não estavam
na terra nessa época, mas todo o enredo e as histórias aparentemente desconexas que
acabam por se fundir no entremeio do enredo, trazendo ao espectador o maior sentimento
que o filme relata. A LUTA!



Cada um nesse mundo tem um proposito, uma paixão, uma missão a ser cumprida. Todos sentimos isso dentro de nós, mas poucos tem a sorte e a coragem de ouvir esse chamado e correr atras.



Esse filme fala da luta interna de cada um, numa aura que mistura a beleza do movimento
hippie e os horrores do Vietnã, mostra que todos temos as nossas lutas interiores
até os que pensam não a ter , como o caso do personagem Judy (Jim Sturgess),acabam por descobrir algo
de novo e unico dentro de si e assim passa a explorar um mundo onde as coisas
fazem mais sentido...

Parabéns a Julie Taymor pelo script e direção dessa verdadeira obra prima!