sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Poe e Cusack : Perfeita combinação.


O Corvo (The Raven)

Quando se Fala em John Cusack qual é a imagem que vem em sua mente?

Personagens emocionalmente perturbados, quase sempre depressivos e com uma carga energética forte não é mesmo? Quem não se lembra de  Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal, Alto Controle ou seu celebre personagem em Alta-Fidelidade?

Agora analisemos a segunda parte dessa grande obra contemporânea. Edgar Allan Poe. Também aclamado artista norte-americano tendo como sua marca e considerado por muitos o progenitor da ficção policial conhecido por seu estilo gótico no qual sempre salientou-se as peculiaridades físicas da morte, sempre com a sombria poesia gótica Poe construiu verdadeiras relíquias literárias que são inspiração do gênero a várias gerações, sendo ele o responsável pelos mais belos contos sobre morte, tristeza, solidão e luto.

Misturando essas duas partes – Poe e Cusack – De uma maneira homogenia que se deu o enredo do biográfico/ficcional The Raven ( O Corvo) de Bem Levington e Hannah Shakespeare. Um romance Ficcional levemente inspirado nos últimos dias de vida de Poe. Romance- Policial soturno e gótico cheio de enigmas dignos de Sherlock Holmes e embebecidos de uma tenra atmosfera melancólica. Onde nem tudo é o que parece e com um final surpreendente.

Fotografia impecavelmente projetada numa Baltmore dos anos 40, maquiagem, cenários e elementos cênicos que se misturam ao enredo dando a ele uma maior vivacidade e ao mesmo tempo uma sensação de atemporalidade, as características literárias de Poe permeando toda a trama do filme, trazem consigo uma teatralidade abrangente, na qual quase podemos tocar a poesia de Poe, que se transforma do herói do enredo, solucionando casos que foram inspirados em suas próprias obras. Não consigo imaginar outro ator que pudesse trabalhar esse papel com maior destreza e singularidade que John Cusack. Simplesmente uma união de gênios.

 


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Once



Apenas uma vez, ou simplesmente como seu titulo original “Once” é um longa-metragem naturalista irlandês de 2006.
Filme de baixo orçamento, protagonizado por um cantor irlandês e uma instrumentista Tcheca ganhou muitas premiações e fora indicado para mais tantas, porém não muito divulgado no Brasil

O filme é puro feeling, a conexão musical entre dois jovens pobres do centro de Dublin transforma suas vidas.

 A música é a grande protagonista do filme, que leva suas personagens por caminhos que pareciam impossíveis a vida triste e vazia que levavam. Através da música seus problemas começam se diluir, como cada nota musical que sai de seus instrumentos e vozes. 






A música os liberta de seus medos, lhes dão coragem para seguir enfrente, ou até mesmo para deixar o orgulho de lado e voltar atrás, voltar a ser protagonistas de suas próprias vidas, ao invés de viver com a sofreguidão do passado. A Música em “Apenas uma vez” une dois desconhecidos, de classes e origens distintas, a música como linguagem universal os une de uma maneira na qual jamais esquecerão, mesmo que nunca mais se verem, através da musica, estarão para sempre ligados, como se naqueles instantes de frenesi fossem uma só voz , um só coração e mente.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Critica do Filme - A mulher de Preto


É impossível assistir “A Mulher de Preto” e não imaginar Lord Valdemor sussurrando “ Harry Potter “ Logo no inicio, quando Arthur Kipps ( Daniel – Potter – Radcliff) adormece no Trem e acorda exaltado depois de um pesadelo, principalmente porque a cena foi repetida pelo bruxo indo a Hogwarts por não menos que 9 longas ao longo dos anos, ao começar a ver o filme pensei... Gina Weasley morreu no parto (o filho dele é ruivo para piorar a situação ) e Potter se tornou advogado!!!

Mas logo essa sensação de estranhamento passa, quando Arthur chega ao seu destino, uma pequena cidade com seus moradores melancólicos e assustados.


A mansão onde habita “A Mulher de Preto” é claramente uma referencia a Rose Red, casa também mal-assombrada de Steven King, só que mais inglesa.

A história se passa toda nessa cidadezinha, a preocupação com a fotografia, enquadramento de câmera e sobretudo com o cenário é primorosa, o filme é esteticamente perfeito, principalmente para amantes de Edgar Allan Poe e Anne Rice.

A Narrativa segue os parâmetros de um conto de terror gótico clássico, o que nos rende bons sustos, a ambientação numa Grã-Bretanha no inicio do sec. XX, contribui e muito para levar o nosso inconsciente a sentir mais medo, afinal muitos clássicos de terror de todos os tempos se passam nesse período, como o Drácula de Bram Stoker e nós também sabemos que naquela época nas ruas de Londres andava a solta Jack, o estripador. Além de o próprio Sherlock Holmes desvendar tramas obscuras na mesma época e local.
 
O filme foi bem amarrado, apesar de Daniel Radcliff ser muito novo para um personagem pai, viúvo e advogado decadente.
A Hammer filmes (produtora do filme) segue muito bem desde sua volta em 2008. Deixe-me entrar (Adaptação do Sueco , deixe ela entrar) A colocou nas paradas novamente e com o aparente sucesso de “A mulher de preto” intuo que a Hammer está se tornando a coqueluche do momento no quesito filmes de terror.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Numa Cajadada só!






Dois coelhos é um filme nacional com incisivas referencias norte-americanas na trama.
É um Triller de ação, que vai agradar a quem, como eu, gosta do gênero, “violência a La Tarantino”.
A trama é fraguimentada, cheia de idas e vindas, há quem diga que isso prejudicou o roteiro, fato é que o cinema brasileiro não tem tido muito sucesso quanto aposta nesse modelo, mas parece-me que pela primeira vez um diretor acerta na medida.
O fato é que também, é um filme épico contemporâneo, conta a história de um Anti-Herói, Edgar, que em sua frenética e maquiavélica jornada  chega por fim, apenas no último minuto do filme ao seu propósito, propósito afinal, que não se desconfia durante todo o filme.
A mistura da linguagem de videoclipe, videogame e as trucagens de pós produção são o que dão maior movimento a trama, que se fosse colocada em ordem cronológica, de fato não teria grandes surpresas.
A personagem de Alessandra Negrini, tem ataques de pânico, e isso peculiarmente chama a atenção, quando ela entra nesses surtos, ela vai para uma realidade alternativa.

Num filme com o Ritmo tão frenético, a realidade alternativa da personagem é toda em slowmotion e mistura animação com filme, numa  aura de contos de fada mórbido, bem ao estilo TIM Burton.
Aliás, no filme sã claras as referencias a diversos diretores consagrados norte-americanos, mas tembém é clara a referencia a Cidade de Deus, só que ambientado as gírias e molejos do bandido paulistano.
Em Dois Coelhos, ninguém é mocinho, ninguém é inocente, e quanto mais mexe mais fede. Mas no final, tudo é esclarecido e o público sai do cinema chacoalhado e reflexivo.