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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Numa Cajadada só!






Dois coelhos é um filme nacional com incisivas referencias norte-americanas na trama.
É um Triller de ação, que vai agradar a quem, como eu, gosta do gênero, “violência a La Tarantino”.
A trama é fraguimentada, cheia de idas e vindas, há quem diga que isso prejudicou o roteiro, fato é que o cinema brasileiro não tem tido muito sucesso quanto aposta nesse modelo, mas parece-me que pela primeira vez um diretor acerta na medida.
O fato é que também, é um filme épico contemporâneo, conta a história de um Anti-Herói, Edgar, que em sua frenética e maquiavélica jornada  chega por fim, apenas no último minuto do filme ao seu propósito, propósito afinal, que não se desconfia durante todo o filme.
A mistura da linguagem de videoclipe, videogame e as trucagens de pós produção são o que dão maior movimento a trama, que se fosse colocada em ordem cronológica, de fato não teria grandes surpresas.
A personagem de Alessandra Negrini, tem ataques de pânico, e isso peculiarmente chama a atenção, quando ela entra nesses surtos, ela vai para uma realidade alternativa.

Num filme com o Ritmo tão frenético, a realidade alternativa da personagem é toda em slowmotion e mistura animação com filme, numa  aura de contos de fada mórbido, bem ao estilo TIM Burton.
Aliás, no filme sã claras as referencias a diversos diretores consagrados norte-americanos, mas tembém é clara a referencia a Cidade de Deus, só que ambientado as gírias e molejos do bandido paulistano.
Em Dois Coelhos, ninguém é mocinho, ninguém é inocente, e quanto mais mexe mais fede. Mas no final, tudo é esclarecido e o público sai do cinema chacoalhado e reflexivo.

domingo, 30 de agosto de 2009

Across The Universe


Acabo de Assistir "Across the universe"Puxa vida, que filme.

Across the universe é um filme sobre Paz, amor, Luta e Ideais.

Passa-se no final da decada de 60 e vai até meados de 70.

A história tem como personagem principal as canções dos Beatles
que ao longo de toda a trajetória do filme é pano de fundo e traz ao mesmo
tempo um sentido unico para cada cena.

As musicas são lindamente interpretadas por atores/cantores desconhecidos (com exeção do
Joe Coquer e do Bono )
Os toques de psicodelia da fotografia e edição dão um toque ainda mais apaixonante para
a produção.

nós, enquanto espectadores, nos enchemos de nostalgia, mesmo os que como eu não estavam
na terra nessa época, mas todo o enredo e as histórias aparentemente desconexas que
acabam por se fundir no entremeio do enredo, trazendo ao espectador o maior sentimento
que o filme relata. A LUTA!



Cada um nesse mundo tem um proposito, uma paixão, uma missão a ser cumprida. Todos sentimos isso dentro de nós, mas poucos tem a sorte e a coragem de ouvir esse chamado e correr atras.



Esse filme fala da luta interna de cada um, numa aura que mistura a beleza do movimento
hippie e os horrores do Vietnã, mostra que todos temos as nossas lutas interiores
até os que pensam não a ter , como o caso do personagem Judy (Jim Sturgess),acabam por descobrir algo
de novo e unico dentro de si e assim passa a explorar um mundo onde as coisas
fazem mais sentido...

Parabéns a Julie Taymor pelo script e direção dessa verdadeira obra prima!